100 crianças separadas da família ainda estão em NYC

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Os pais das 100 crianças que permanecem em Nova York podem já ter sido deportados

Os assistentes sociais disseram que cerca de 200 crianças foram enviadas à Nova York depois de serem separadas de seus pais na fronteira com o México

Cerca de 100 crianças imigrantes que foram separadas de seus pais na fronteira dos Estados Unidos com o México ainda estão em Nova York, disse o Prefeito Bill de Blasio na quinta-feira (26). Os assistentes sociais do gabinete do Prefeito disseram que cerca de 200 crianças foram enviadas à Nova York depois de serem separadas de seus pais na fronteira dos EUA com o México por parte do governo federal, disse De Blasio. Não ficou claro se essas crianças foram reunidas com suas famílias ou se mudaram para outra instituição em outras partes do país.

Em 20 de junho, Blasio visitou o Centro Cayuga, em East Harlem (NY), depois de tomar conhecimento que crianças imigrantes separados estavam sendo mantidas no local. Na ocasião, o Prefeito disse que havia cerca de 300 crianças separadas sendo atendidas em instalações na cidade.

Os pais das 100 crianças que permanecem em Nova York podem já ter sido deportados, conforme Blasio. Na quinta-feira (26), expirou o prazo, ordenado pelo tribunal, para que o governo federal reúna 2.500 crianças que foram separadas de seus pais sob a política de imigração “zero tolerância” do presidente Donald Trump.

Enquanto o governo federal luta para cumprir o prazo, advogados de imigração e ativistas têm denunciado a falta de comunicação e coordenação como as crianças são transferidas por todo o país para centros de detenção no sudoeste, onde estavam muitos dos pais estão detidos.

“Estamos vendo algumas crianças sendo arrastadas no meio da noite para se reunificar”, disse Anthony Enriquez da Catholic Charities of New York, que representa algumas das crianças afetadas.

Maria Odom, vice-presidente de serviços jurídicos da organização Kids in Need of Defense, disse que duas crianças representadas pelo grupo foram enviadas de Nova York para o Texas para se reencontrarem com as mães. Quando eles chegaram, descobriram que mães/pais já haviam sido deportados, disse Odom a repórteres durante uma teleconferência.

Odom acrescentou que não conseguiu encontrar as crianças, com idades entre 9 e 14 anos; um exemplo, “de como é impossível rastrear essas crianças, uma vez que elas são colocadas no buraco negro da reunificação”. No início desta semana, os promotores públicos em San Diego (CA) disseram ao juiz que 917 pais que se separaram de seus filhos já foram deportados.

Desde segunda-feira (23), as autoridades informaram ter reunido 879 pais com seus filhos e identificado 1.634 pais possivelmente elegíveis para a reunificação. Percebendo que o governo não iria cumprir o prazo, dois legisladores de Nova York apresentaram um projeto de lei, na quarta-feira (25) exigindo que as instalações contratadas pelo Estado cuidem das crianças imigrantes separadas, por exemplo, o Centro Cayuga em East Harlem (NY), e apresentar relatórios públicos sobre suas atividades a cada 15 dias. No entanto, a legislação não será votada até que a Assembleia Legislativa se reúna no próximo ano.

 

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