245 crianças foram separadas das famílias após proibição

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A separação de crianças de seus familiares na fronteira dos EUA com o México gerou ultraje nacional

Entre junho de 2018 e fevereiro de 2019, a administração identificou 245 crianças separadas, sendo que 4 delas ainda estão sob revisão adicional

Desde que a administração Trump anunciou que suspenderia a prática de separar as famílias detidas na fronteira dos EUA com o México, como resultado da política migratória de “tolerância zero”, pelo menos 245 menores foram separados, revelou uma ação judicial no tribunal. Entre o final de junho de 2018 e o início de fevereiro de 2019, a administração identificou 245 crianças separadas, sendo que 4 delas ainda estão sob revisão adicional. A administração alegou que a razão das separações na maioria dos casos envolvia “criminalidade, afiliação a gangues de rua e outros propósitos do cumprimento das leis de segurança”.

O documento apresentado à Corte é um relatório de status na ação judicial envolvendo a separação familiar. O tribunal realizará uma audiência na quinta-feira (28).

A American Civil Liberties Union (ACLU) apresentou uma ação judicial contra a administração Trump em 2018 em nome de uma mulher congolesa, identificada como Srta. L., que buscava asilo nos EUA e foi separada da filha de 7 anos. Posteriormente, o caso foi expandido e tornou-se uma ação conjunta.

Em junho do ano passado, o Juiz Dana Sabraw emitiu uma injunção preliminar bloqueando a maioria das separações familiares na fronteira dos EUA e México e determinando que as crianças já separadas fossem reunidas aos seus familiares. Até quarta-feira (13), o governo havia liberado 1.735 das 2.816 crianças envolvidas no processo de Srta. L., segundo documento apresentado na audiência de quarta-feira (20). Ainda há 5 crianças sob a custódia do Escritório de Reassentamento de Refugiados (ORR), que foi obrigado a colocar as crianças em companhia de um tutor nos EUA. Quatro dessas crianças possuem pais que não estão nos EUA.

Entre as crianças que foram separadas até junho de 2018, 62 delas não estão mais sob a custódia do ORR. “Tendo como base as informações disponíveis até a data presente, as 245 separações identificadas um dos pais não fazia parte da ação judicial da Srta. L. ou separado devido à uma razão consistente com a injunção preliminar do tribunal”, diz o documento apresentado à Corte.

O Governo ainda está revendo os casos referentes as 4 separações.

Os acusadores no caso pediram informações adicionais sobre as novas separações. O Governo, conforme o documento, busca providenciar isso.

A administração tem sido alvo de críticas pela forma com que tem lidado com as separações depois do relatório do inspetor geral do Departamento de Saúde & Serviços Humanos revelando que mais milhares de crianças foram separadas do que havia sido divulgado anteriormente. Sabraw exigiu que a administração atual respondesse ao relatório. A resposta governamental, os índices mais recentes das separações, e a amplitude do caso tende a serem revelados na audiência de quinta-feira (28).

 

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