4 brasileiros são presos pelo ICE no combate ao tráfico de drogas em MA

Foto3 Batida ICE 4 brasileiros são presos pelo ICE no combate ao tráfico de drogas em MA
Os presos durante as batidas são oriundos de 7 países diferentes: Bahamas (1), Brasil (4), Cabo Verde (4), República Dominicana (6), França (1), Guatemala (1) e Haiti (2) (Foto: ICE)

As batidas em Massachusetts duraram 4 dias e resultaram na detenção de 19 estrangeiros condenados ou acusados por crimes envolvendo narcóticos

Os agentes do Departamento de Operações de Cumprimento das Leis & Remoção (ERO), subordinado ao Departamento de Alfândega & Imigração (ICE) prenderam 19 indivíduos em vários condados de Massachusetts. A operação especial durou 4 dias e visou a localização e detenção de criminosos que foram condenados ou acusados de posse ilegal de fentanil, heroína e outros crimes relacionados ao tráfico de drogas. Muitos desses criminosos estrangeiros foram libertados da custódia policial local em Massachusetts sem notificação ao ICE.

Os presos durante as batidas são oriundos de 7 países diferentes: Bahamas (1), Brasil (4), Cabo Verde (4), República Dominicana (6), França (1), Guatemala (1) e Haiti (2).

“Os agentes do ERO estão comprometidos em fazer cumprir as leis de imigração de maneira justa e profissional, enquanto protegem os bairros da Commonwealth”, disse Todd Lyons, vice-diretor do escritório do ICE/ERO na jurisdição de Boston (MA). “Esta operação demonstra claramente que os esforços do ICE continuam a deter estrangeiros criminosos que cometeram delitos graves relacionados às drogas e que representam claramente uma ameaça à segurança pública”.

. Em 3 de novembro, o ICE prendeu um cabo-verdiano em Brockton (MA). O indivíduo possui várias condenações anteriores por posse de crack, invasão de propriedade (2 acusações), porte de cocaína e heroína e prisão por vandalismo, entre outros crimes. Ele foi libertado da custódia do Estado em março, aproximadamente, embora uma ordem de prisão do ICE estivesse sido enviada às autoridades locais. Ele permanecerá sob a custódia da ICE enquanto aguarda a audiência no tribunal de imigração.

. Em 4 de novembro, o ICE prendeu uma brasileira em Weymouth (MA). Ela tem acusações pendentes de agressão com intenção de matar e duas acusações de agressão com um objeto perigoso. Ela permanecerá sob a custódia da ICE, aguardando o processo de deportação.

. Em 4 de novembro, a ICE prendeu um cabo-verdiano fugitivo em Brockton (MA). Ele já foi condenado por distribuição de cocaína e recebeu ordem de deportação dos EUA em 2011, mas não saiu do país. Ele permanecerá sob a custódia do ICE, aguardando deportação.

. Em 4 de novembro, o ICE prendeu um dominicano em Lowell (MA). Ele enfrenta acusações pendentes por tráfico de cocaína e identidade falsa, sendo deportado dos EUA em 2018 e retornado clandestinamente. Ele foi acusado no tribunal federal de retornar após a deportação, um crime federal que acarreta pena máxima de prisão de até 20 anos. Atualmente, ele está sob a custódia do U.S. Marshals Service.

. Em 4 de novembro, o ICE prendeu um cabo-verdiano em Brockton (MA). Ele tem condenações por posse de cocaína e oxicodona com a intenção de distribuir e condenações por armas de fogo e permanecerá sob a custódia da ICE enquanto aguarda seu processo de imigração.

O ICE tem criticado as autoridades de segurança locais que se recusam a acatar os pedidos de detenção emitidos pelo órgão e liberam os detidos sem informar as autoridades migratórias.

“Quando as agências de segurança falham em acatar os pedidos de prisão e liberam criminosos perigosos nas ruas, isso compromete a capacidade do ICE de manter a segurança pública e cumprir sua missão”, informou um comunicado emitido pelo órgão.

No final de outubro, a polícia na Carolina do Norte liberou um pedófilo indocumentado e posteriormente informou que não havia recebido nenhum pedido de detenção da parte do ICE. Quando as autoridades migratórias emitiu o pedido de prisão, o escritório do xerife tinha parado de cooperar com o ICE, exigindo que o órgão enviasse pedidos com a assinatura de juízes.

Vigora na Califórnia a lei conhecida como SB-54, a qual proíbe as autoridades locais de segurança de cooperar com o ICE na prisão de imigrantes. A administração Trump considera a legislação “lei santuário” e a levou à Corte Suprema.

“Como resultado da SB-54, estrangeiros criminosos vêm livrando-se detenção e deportação que o Congresso determinou e, ao invés disso, retornaram à população, onde eles tendem desproporcionalmente a cometer mais crimes”, alegou a administração Trump numa petição entregue à Corte.

 

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