Aéreas podem retirar passageiro de avião mesmo que ele tenha pago por passagem

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No domingo (9), David Dao foi tirado a força por seguranças no voo 3411, saindo de Chicago (Ill.)

Os funcionários das companhias aéreas podem retirar do avião quem eles quiserem para obter espaço para os membros da tripulação

Embora o incidente trágico ocorrido na segunda-feira (10) tenha provocado um desastre imenso de relações públicas, ele pode ser considerado um exemplo perfeito e legal conforme as normas do Departamento de Transportes dos EUA (DOT). Os funcionários das companhias aéreas podem retirar do avião quem eles quiserem para obter espaço para os membros da tripulação ou se o voo estiver superlotado, informou um porta-voz.

Primeiramente, os funcionários devem perguntar por voluntários, mas, caso não haja algum, as companhias, como a United Airlines, então, utilizarão o sistema de computador para escolher os passageiros. As companhias não podem retirar do voo passageiros com deficiência física ou menores desacompanhados. O DOT exige que as empresas deem aos passageiros retirados involuntariamente uma declaração por escrito de seus direitos, assim como compensação financeira em forma de cheque ou dinheiro.

Os passageiros que chegarem aos seus destinos entre 1 e 4 horas atrasados devem ser recompensados com a quantia igual a 200% da passagem só de ida ou o máximo de US$ 675. Já aqueles que chegarem mais de 4 horas atrasados devem receber a quantia de 400% da passagem só de ida ou o máximo de US$ 1.350. Entretanto, as companhias pagam mais que isso para que um passageiro ofereça voluntariamente o assento; usando um cupão para viagens futuras, dinheiro ou a combinação dos dois.

Nem todo mundo é ressarcido. Os passageiros que são transferidos em voos com até 1 hora de atraso do voo original não qualificam para qualquer compensação.

Um passageiro foi retirado a força do interior de um avião da United Airlines para que o seu assento fosse ocupado por um funcionário da empresa. As autoridades federais estão investigando o incidente. O passageiro foi filmado chutando e gritando histericamente quando era arrastado por seguranças no voo 3411 de Chicago (Ill.), no domingo (9). O vídeo “viralizou” nas redes sociais.

Segundo outros passageiros, o indivíduo foi identificado como David Dao, que alegou ser médico e que não poderia sair do voo porque tinha pacientes para examinar. “O doutor tinha que trabalhar no hospital no dia seguinte”, postou no Twitter Jayse D. Anspach, acompanhado de vários vídeos registrando o incidente. “Então, ele se recusou a ‘voluntariar”, acrescentou.

Em um instante, o passageiro correu até a parte de trás do avião, onde ele foi filmado parecendo confuso e desorientado. “Eles me matam”, disse ele, com o rosto sujo de sangue. “Eles me matam, eles me matam”, repetiu. Outros passageiros observam horrorizados. “Meu Deus! O que você(s) está fazendo?” Gritou uma passageira.

A United deveria ter selecionado 4 passageiros tendo como base diversos fatores, incluindo a classe, itinerário, frequência de voo e o horário que o passageiro se apresentou para o check-in, segundo as regras do “Contrato de Viagem”.

 

Sobre o autor

O jornalista Leonardo Ferreira é formado em Comunicação Social pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso – FACHA, sediada no Rio de Janeiro - RJ.

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