Americano pega prisão perpétua por matar brasileiro com faca de sushi

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Elivelton Dias e Fabiana Batista durante a gravidez da filha
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Jaquan Huston pegou prisão perpétua com direito à liberdade condicional, após 20 anos de cumprimento da pena

Elivelton Dias foi assassinado 9 dias após o nascimento da primeira filha

Na quarta-feira (25), o auxiliar de cozinha Jaquan Huston, de 25 anos, acusado de esfaquear fatalmente o colega de trabalho Elivelton Dias, de 38 anos, foi considerado culpado e sentenciado à prisão perpétua. O réu e a vítima trabalhavam no restaurante P.F. Chang’s, na região metropolitana de Boston (MA), quando Huston golpeou Dias pelas costas com uma faca afiada de preparar sushi, em agosto de 2015. Logo após o ataque, o assassino fugiu do restaurante, mas foi preso posteriormente no interior de sua residência. O crime foi testemunhado por outros colegas de trabalho na cozinha.

Durante a audiência preliminar, os promotores públicos revelaram que Huston disse às autoridades ter pensado que Dias, natural de Mendes Pimentel (MG), o ameaçava em espanhol, portanto, o golpe com a faca foi em legítima defesa. Os promotores rebateram a alegação detalhando que Elivelton era um imigrante brasileiro, portanto, falava português e não espanhol. O réu assumiu a culpa após aceitar o acordo que determina que ele cumpra prisão perpétua com a possibilidade de liberdade condicional depois de 20 anos. Conforme o escritório da Promotoria Pública Distrital, se o caso fosse a julgamento, os promotores teriam apresentado provas que Jaquan havia esfaqueado Elivelton “sem provocação”.

“Esse foi o assassinato frio de um homem inocente”, Jonathan Blodgett, promotor público do Distrito de Essex. “Elivelton Dias era um homem trabalhador que imigrou para esse país em busca de oportunidade e distância da violência em seu país natal, Brasil. Que a vida dele tenha sido tirada por um ato de violência sem sentido poucas semanas de ele ter sido pai pela primeira vez vai muito além do trágico”.

Durante a leitura da sentença, a esposa de Dias, Fabiana Batista, falou através de um intérprete de português/inglês sobre como a vítima deixou o Brasil para escapar da violência.

“O que eu quero dizer é, o que quer que aconteça com esse senhor, não irá trazer o meu marido de volta”, disse Batista, incapaz de terminar a frase sem chorar.

“Isso não trará de volta a alegria da minha filha de ter um pai”, acrescentou.

“Ele era querido pelos colegas de trabalho e a devastação provocada pela morte dele é ainda sentida por eles até hoje”, disse a promotora pública assistente, Ashlee Logan.

Elivelton foi morto 9 dias depois do nascimento da primeira filha. Ele havia tirado uns dias de folga para ficar com a família e retornado ao trabalho. Ironicamente, ele havia sido policial no Brasil e deixou o país em 2002 devido à violência.

Durante a audiência, Huston não demonstrou emoção e ofereceu condolências à Batista e a família dela. A mãe do réu, que tem falado abertamente sobre o problema de controle da raiva que o filho sofre, também ofereceu condolências, esperando que o filho receba tratamento adequado enquanto esteja encarcerado.

Jaquan admitiu que já tomou remédios para ansiedade e controle da raiva. O juiz concedeu-lhe 2 anos de crédito  pelo tempo servido enquanto aguardava a audiência final.

 

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