Americanos escapam de piratas brasileiros usando prancha

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Adam, Emily Harteau e as filhas, de 3 e 6 anos, foram resgatados pelo pescador Dinei dos Santos
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As autoridades levaram os americanos até Belém, onde embarcaram em um voo rumo aos EUA

Adam, Emily Harteau e as duas filhas fugiram usando uma prancha para atravessar um rio no Pará

Um casal de americanos e as duas filhas, que sobreviveram a um ataque pirata na Amazônia, retornaram aos Estados Unidos, depois de usarem uma prancha para escapar do cativeiro e atravessarem um rio. Adam e Emily Harteau, naturais da Califórnia, estavam viajando pela América do Sul há 5 anos, antes do ataque, e levavam com eles as filhas, de 6 e 3 anos, e atravessavam de jipe o Pará, em outubro. O desaparecimento da família preocupou amigos que temiam que eles estivessem sido sequestrados em alguma região remota no estado. O casal detalhou que conseguiram fugir utilizando a prancha que levavam amarrada em cima do veículo. O casal não forneceu mais detalhes sobre a fuga. As informações são do Wall Street Journal e do NY Daily News.

“Nós escapamos sobre uma prancha e fugimos pelas nossas vidas até que decidimos ser vistos por um barco grande de passageiros em nosso quarto dia na selva”, postaram os americanos na página “Our Open Road” no Instagram.

A família fazia de carro o trajeto de volta aos EUA; a data de chegada a Los Angeles (CA) estava prevista para quarta-feira (15). Piratas armados manteve os americanos reféns durante várias horas, até eles conseguirem pegar um kit de sobrevivência e a prancha que estava em cima do carro. A polícia chegou depois que os ladrões tinham ido embora e os americanos não foram mais vistos entre as pessoas que permaneceram no local.

O Journal publicou que os americanos caminhou 6 milhas (9.6 Km) pela selva durante 3 dias, evitaram cruzar com estranhos por medo do perigo, até que decidiram utilizar a prancha novamente para chegarem ao barco do pescador Dinei dos Santos.

“Eles subiram a bordo e correram para um canto”, disse Santos. “Eu acho que eles simplesmente queriam se sentir seguros”.

Com relação à saúde, os americanos apresentavam queimaduras de sol, alergias, desidratação e picadas de insetos.

No domingo (5), foi postado na página “Our Open Road” que eles ainda estão processando os “incidentes traumáticos” depois de terem sido levados até à cidade de Belém e de lá embarcarem em um voo rumo aos EUA.

Recentemente, a família residia em Florianópolis (SC). Eles usavam um website para documentar a jornada pela América do Sul, a qual começou em 2012 como uma de ida até a Patagônia em um jipe Wolkswagen e retornar à Califórnia 1 ano depois. Entretanto, os americanos se apaixonaram com a América do Sul e, então, “decidiram abraçar o futuro desconhecido e os prazeres de viajar sem pressa ou prazo”, segundo o website. Adam é artista plástico e Emily desenhista de moda.

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