Após crise, Polícia Federal volta a entregar passaportes 

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A Casa da Moeda acelerou o processo para zerar o acúmulo de 175 mil pedidos do documento

Os documentos começarão a ser entregue aos solicitantes a partir de segunda-feira (31)

Desde a quarta-feira (26), a Polícia Federal de São Paulo (PF-SP) voltou a entregar os passaportes aos brasileiros solicitantes. Conforme a assessoria de imprensa do órgão, a Casa da Moeda acelerou o processo para zerar o acúmulo de 175 mil pedidos do documento. A primeira entrega tende a ser feita na segunda-feira (31), entretanto, os primeiros lotes já haviam sido impressos desde segunda-feira (24).

A PF está enviando e-mails aos solicitantes cujos passaportes estão prontos para que eles possam ir aos postos para a retirada dos documentos. A Casa da Moeda, empresa pública responsável pela impressão de passaportes, dinheiros e outros tipos de papéis, informou que os servidores trabalharão 24 horas por dia nos 7 dias da semana para zerar o acúmulo. Os custos extras da operação serão todos arcados pela instituição governamental. A operação tem como objetivo acabar com a fila de espera em até 5 semanas e seguirá a ordem cronológica das aplicações, ou seja, quem aplicou primeiro receberá o documento primeiro.

Na sexta-feira (21), o Ministério da Justiça liberou a verba de R$ 102 milhões para regularizar a situação. Mesmo durante a suspensão das emissões dos passaportes, os postos da PF continuaram recebendo as aplicações e realizando entrevistas. Normalmente, a Casa da Moeda possui capacidade de imprimir 15 mil passaportes diariamente. Antes da paralização, a demanda diária era de 11 mil documentos.

Tecnicamente, a PF tem dinheiro para pagar a Casa da Moeda, entretanto, o órgão não possui permissão de transferir outras verbas para a emissão de passaportes. O orçamento para esse tipo de gasto chegou ao limite em junho, portanto, não sendo possível repassar a verba à Casa da Moeda. Na resolução do problema, o Governo alterou o orçamento, liberando mais verba para a impressão do passaporte, o que foi aprovado pelo Congresso na quinta-feira (13).


Sobre o autor

O jornalista Leonardo Ferreira é formado em Comunicação Social pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso – FACHA, sediada no Rio de Janeiro - RJ.

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