Após orar na posse, pastor retira apoio a Trump por postura anti-migrante

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“Eles (Dreamers) estão vivendo num limbo perpétuo. Eles foram criados aqui”, disse Rodriguez (dir.)

Samuel Rodriguez foi um dos 5 líderes religiosos convidados para participar da cerimônia

Há 1 ano, o Reverendo Samuel Rodriguez foi citado em manchetes nacionais ao ser convidado como um evangélico latino para orar na cerimônia de posse do Presidente Donald Trump. Ele é presidente da Conferência de Liderança Nacional Cristâ Hispânica e manteve contato com o líder do país ao longo de 2017. Entretanto, divergiram em diversos temas, incluindo o Deferred Action for Childhood Arrivals (DACA). A decisão de Trump em cancelá-lo e a determinação dos democratas em proteger os jovens beneficiados pelo programa estão ligadas ao recente impasse na votação do orçamento nacional. Semana passada, Rodriguez visitou Washington-DC para defender um acordo a favor do DACA na noite antes do impasse no Congresso.

“Eu quero dizer à Casa Branca e o Congresso e enfatizar o fato de que não podemos brincar de política com 800 mil jovens. Isso é moralmente repreensível. Pelo amor de Deus, basta. Eles não podem ficar barganhando detalhes num acordo. Eu quero dizer, esses jovens perderam o status deles. Eles estão vivendo num limbo perpétuo. Eles foram criados aqui. Eles não foram trazidos aqui porque escolheram, ou seja, ‘eu quero vir para a América’. Isso é moralmente repreensível até tê-los nesse status atual”, disse Rodriguez ao radialista Michel Martin.

O radialista perguntou ao líder religioso se a presença dele à cerimônia de posse foi controversa, pois diversas celebridades recusaram o que tradicionalmente seria uma honra.

“Há dois componentes aqui. Um, porque eu atuei previamente com o Presidente Barack Obama e  George W. Bush com relação a isso. Eu percebi a ocasião como continuidade. Segundo, eu sou um pastor evangélico. Eu amo Jesus, portanto, ter a oportunidade de exaltar o nome de Jesus em um dos palanques mais poderosos do planeta, vai além de Trump, Obama e Bush. Para mim, te a ver com Jesus”.

O radialista perguntou a Rodriguez que tipo de conversa ambos terão daqui a 1 ano. “Eu acho que a conversa será primeiramente que o DACA passou. Essas crianças estão agora legalizadas. Elas são legais. Elas estão aqui. Elas irão florescer na América. Segundo, que há possibilidade de uma reforma migratória ampla. Nós esperamos que ela também passe. Entretanto, acho que ficaremos surpresos com algum tipo de comissão ou entidade que abordará a questão de tensão racial e redenção. Caso não seja através do executivo, talvez do legislativo. Algo acontecerá nacionalmente para que haja uma conversa sobre cura e conciliação racial. Isso tem que acontecer”, concluiu Rodriguez.

 

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