Fotógrafo brasileiro exibe “Ensaio para a Loucura” em New York City

Entre 2 a 31 de outubro, o fotógrafo brasileiro Gui Mohallem, de 29 anos, exibirá a exposição “Ensaios para a Loucura”, no Rabbithole Studio, em New York City. O evento foi marcado com um coquetel de abertura no último 2 de outubro.
Combinando a técnica mais rudimentar de fotografia, o pinhole, com a tecnologia mais moderna, a digital, o brasileiro associa relatos biográficos dos fotografados a imagens perturbadoras para discutir os limites da razão.
O pinhole digital consiste em trocar a lente de uma câmera por uma tampa com um furo, permitindo que a imagem se forme dentro dela, assim como acontece nas tradicionais câmeras de lata. Só que, desta vez, a imagem é capturada pelo sensor digital. Na internet, é possível encontrar alguns tutoriais da técnica, inclusive no site do próprio artista (www.guimohallem.com).
"Assim como em outros episódios na história da fotografia, essa técnica foi inventada por muitas pessoas ao mesmo tempo em diversas partes do mundo. Porque fazia sentido naquele momento, como faz sentido agora", explica Mohallem.
Ao eliminar as lentes e ao mesmo tempo incorporar o discurso alheio sobre amor, sexo e morte, o artista propõe uma interação única entre o espectador e o fotografado. O público é convidado a compartilhar dessas intimidades, gerando uma estranha sensação de proximidade.
"Quando o artista é novo, normalmente fazemos uma exposição coletiva, mas o trabalho do Gui é tão intenso que qualquer outra obra que a gente colocasse perto ia ser ofuscada.", diz Shawn Lyons, diretor da galeria.
Essa é a primeira exposição individual de gUi, que acontece em Nova York. No Brasil, o fotógrafo já participou de algumas coletivas, com a do Premio Porto Seguro, em 2005 e do Slideluck Potshow, em fevereiro deste ano.
O Dumbo (down under Manhattan Bridge) é o novo distrito da fotografia em Nova York. Com algumas galerias dedicadas a artistas emergentes, área virou foco das atenções depois de ter sido escolhida como sede do New York Photo Festival em maio desse ano.
Gui Mohallem é formado em cinema e video pela ECA/USP e se especializou em fotografia e cinematografia. Foi educador em institutos de formação profissional para jovens de periferia, quando começou a utilizar a técnica pinhole "como instrumento didático para ensinar os princípios da luz, da fotografia e, sobretudo, sobre a magia da descoberta por si mesmo."
Mohallem é representado na América Latina pela Galeria de Babel (www.galeriadebabel.com.br), que também tem entre seus artistas Martin Parr, Thomas Hoepker, Elliott Erwitt e Dimitri Lee.

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