Biblioteca em NY homenageia mulheres brasileiras

Foto21 Clarice Lispector e Carolina Maria de Jesus Biblioteca em NY homenageia mulheres brasileiras
As escritoras célebres Clarice Lispector e Carolina Maria de Jesus

A próxima Quarta Literária prestará tributo às mulheres extraordinárias do Brasil

A Biblioteca Brasileira em Nova York informou que a próxima Quarta Literária, no dia 28, às 6:00 pm, será dedicada às mulheres extraordinárias do Brasil, tendo como exemplo um pouco das vidas e obras de Madalena Caramuru, Carolina Maria de Jesus e Nísia Floresta.

Filha da índia Moema e do português Diogo Álvares Corrêa, Madalena Caramuru foi a primeira mulher brasileira a saber ler e escrever, segundo atestam alguns historiadores, como Gastão Penalva e Francisco Varnhagen. Em 1534, Madalena casou-se com Afonso Rodrigues, natural de Óbidos, Portugal, que segundo Gastão Penalva, foi o responsável pelo ingresso de Madalena no mundo das letras.

Madalena escreveu uma missiva de próprio punho ao Padre Manoel da Nóbrega, no dia 26 de março de 1561, pedindo que as crianças escravas fossem tratadas com dignidade. Oferecida a quantia de 30 peças para o resgate das crianças. Em homenagem a Madalena, os Correios lançaram um selo que simboliza a luta pela alfabetização da mulher no Brasil, em 14 de novembro de 2001.

Carolina de Jesus é considerada uma das primeiras e mais importantes escritoras negras do Brasil. A autora viveu boa parte de sua vida na favela do Canindé, na zona norte de São Paulo, sustentando a si mesma e seus três filhos como catadora de papéis. Em 1958, foi descoberta pelo jornalista Audálio Dantas, que publicou o diário de Carolina sob o nome Quarto de Despejo. Com o dinheiro do livro, a autora se mudou da favela. Chegou a publicar outros livros, mas nenhum repetiu o enorme sucesso de sua primeira publicação.

A obra da autora foi objeto de diversos estudos, tanto no Brasil quanto no exterior.

Nísia Floresta Brasileira Augusta, pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, nascida em 1810, foi uma educadora, escritora e poetisa brasileira. É considerada uma pioneira do feminismo no Brasil e foi provavelmente a primeira mulher a romper os limites entre os espaços públicos e privados publicando textos em jornais, na época em que a imprensa nacional ainda engatinhava. Nísia também dirigiu um colégio para moças no Rio de Janeiro e escreveu livros em defesa dos direitos das mulheres, dos índios e dos escravos.

Em seu livro “Patronos e Acadêmicos”, referente às personalidades da Academia Norte-Riograndense de Letras, Veríssimo de Melo começa o capítulo sobre Nísia da seguinte maneira: “Nísia Floresta Brasileira Augusta foi a mais notável mulher que a História do Rio Grande do Norte registra”.

O Brazilian Endowment for The Arts (BEA) é um instituto cultural brasileiro, presidido pelo autor e professor Domício Coutinho, e que conta com inúmeros frequentadores. Há mais de uma década, o Brazilian Endowment for The Arts trabalha para promover a literatura, arte e cultura brasileiras em Nova York (EUA). O trabalho é realizado por uma equipe preparada e capacitada para atuar em diversos projetos e se reflete nos produtos de qualidade e de reconhecimento internacional. A BEA fica na 240 East 52nd St., em Manhattan (NY).

 

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