Bolsonaro é valentão que não aguenta um soco, diz Blasio

Foto22 Jair Bolsonaro e Bill de Blasio Bolsonaro é valentão que não aguenta um soco, diz Blasio
“Geralmente, os valentões não aguentam um soco. @jairbolsonaro. Já vai tarde. O seu ódio não é benvindo aqui”, diz a postagem de Blasio (dir.) no Twitter

O Prefeito de Nova York comemorou o cancelamento da visita que o Presidente do Brasil faria à Nova York, na terça-feira (14)

No final de semana, o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, usou sua conta no Twitter para comemorar a decisão do Presidente Jair Bolsonaro de não visitar a cidade para receber o prêmio “Personalidade do Ano 2019”, agraciado pela Câmara do Comércio Brasil-EUA. A visita agendada do dirigente brasileiro aos EUA gerou polêmica e mobilizou ativistas defensores dos direitos dos homossexuais (LGBTQ).

“O Jair Bolsonaro acabou de aprender da forma mais difícil que os nova-iorquinos não viram as costas para a opressão. Nós denunciamos o preconceito dele. Ele correu. Não estou surpreso. Geralmente, os valentões não aguentam um soco. @jairbolsonaro. Já vai tarde. O seu ódio não é benvindo aqui”, diz a postagem no Twitter.

Depois de gerar polêmica, o Presidente Jair Bolsonaro cancelou a viagem que faria à Nova York, onde na terça-feira (14) receberia o prêmio “Personalidade do Ano 2019”, no jantar de gala anual organizado pela Câmara do Comércio EUA-Brasil. A desistência foi divulgada na sexta-feira (3). Em uma nota assinada pelo porta-voz da Presidência da República, Otávio Santana do Rêgo Barros, a administração atual creditou a desistência às pressões “de grupos de interesses sobre as instituições que organizam, patrocinam e acolhem em suas instalações o evento anualmente”.

Inicialmente, o Museu de História Natural de Nova York (MNH) agendou, mas posteriormente recusou-se a abrigar o evento. A administração da instituição, localizada no coração de Manhattan (NY), alegou que não era “o local apropriado”, tendo como base a agenda do atual governo brasileiro. Anteriormente, Bill de Blasio, prefeito de Nova York, durante uma entrevista de rádio, chamou Bolsonaro de “perigoso”, “racista” e “homofóbico”.

Após o comentário de Blasio, grupos defensores dos direitos dos gays, lésbicas e transexuais (LGBT) se mobilizaram, posteriormente, a empresa aérea Delta, a firma de consultoria Bain & Company e, finalmente, o jornal Financial Times, um dos principais patrocinadores do jantar de gala, cancelaram o apoio.

A Delta Air Lines e pelo menos outra empresa se afastaram do evento que pretendia homenagear o Presidente Jair Bolsonaro em Manhattan (NY). Ele receberia o prêmio “Personalidade do Ano 2019” da Câmara de Comércio EUA-Brasil durante um jantar no hotel Marriott Marquis, na terça-feira (14). Figura política de extrema direita, Bolsonaro venceu as eleições presidenciais no Brasil por ampla margem em 2018. Entretanto, ele também é controverso e tem sido fortemente criticado pelos comentários homofóbicos, racistas e misóginos.

A Delta (DAL) e a Bain & Company, uma empresa de consultoria de gestão, estavam entre os patrocinadores do evento. Eles anunciaram na terça-feira (30) que não estariam mais envolvidos. A Delta evitou comentar o assunto e somente confirmou a decisão. Já a Bain informou num comunicado que “encorajar e celebrar a diversidade é um princípio básico da empresa” e, embora a companhia continue apoiando a Câmara de Comércio EUA-Brasil, ela decidiu não patrocinar o jantar de gala anual Personalidade do Ano 2019.

O jornal Financial Times supostamente cancelou seu envolvimento também, de acordo com a CNBC, que divulgou a notícia, na terça-feira (30). Uma série de outras empresas, incluindo o Bank of America, Merrill Lynch, Bank of New York, Mellon, BNP Paribas, Citigroup, Forbes, HSBC, JP Morgan, UBS, Credit Suisse e o Morgan Stanley assinaram como patrocinadores do evento. O Bank of America, Credit Suisse e o BNY Mellon se recusaram a comentar sobre seus papéis no evento.

O Marriott International, entretanto, disse à CNN Business que “a diversidade e a inclusão fazem parte da cultura e das operações do nosso hotel”. A empresa tem o histórico de priorizar a inclusão LGBT.

 

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