Bolsonaro liderou a eleição em todas as cidades dos EUA

Foto10 Jair Bolsonaro Bolsonaro liderou a eleição em todas as cidades dos EUA
Bolsonaro venceu em Atlanta (GA), Boston (MA), Chicago (Ill.), Hartford (CT), Houston (TX), Los Angeles (CA), Miami (FL), Nova York (NY), San Francisco (CA) e Washington (Wash.)

O candidato do PSL venceu em 116 locais de votação no exterior e disputará o 2º turno com Fernando Haddad (PT), no domingo (28)

No domingo (7), demonstrando descontentamento com a política brasileira atual, milhares de brasileiros que vivem no exterior foram às urnas para escolher o novo presidente da nação. Calcula-se que mais de meio milhão de cidadãos brasileiros estavam aptos a votar em 99 países. Como moram no exterior, esses eleitores somente votaram para presidente da república.

Nos Estados Unidos, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) liderou as urnas em todas as cidades do país, ficando o oponente Fernando Ciro Gomes (PDT) em 2º lugar. A eleição ocorreu em 8 cidades americanas e o candidato do PSL venceu em 116 locais de votação no exterior. Ele disputará o 2º turno com Fernando Haddad (PT), em 28 de outubro, que liderou em 6 cidades no exterior, sendo Amã (Jordânia), Havana (Cuba), Lagos (Nigéria), Nairóbi (Nigéria), Praia (Cabo Verde) e Ramallah (Palestina). Ainda nos EUA Bolsonaro venceu em Atlanta (GA), Boston (MA), Chicago (Ill.), Hartford (CT), Houston (TX), Los Angeles (CA), Miami (FL), Nova York (NY), San Francisco (CA) e Washington (Wash.).

Nas embaixadas e consulados de todo o mundo, somente 41% dos eleitores compareceram aos locais de votação. Além disso, Bolsonaro venceu na Venezuela, Israel e Irã. Já Haddad na Palestina, Cuba e Nigéria. A imprensa mundial destacou a liderança “retumbante” do candidato do PSL nessas eleições e alguns veículos de comunicação o considerou “Donald Trump dos trópicos”. Polêmico, durante a campanha política, ele demonstrou certa “nostalgia” com relação ao período da ditadura militar (1964-1985) e disse que “afrouxará” as leis de controle de armas para permitir que mais pessoas portem armas nas ruas. Além disso, ele prometeu conceder mais poderes aos policiais para atirarem durante as patrulhas. A ideia de “fortalecer” a polícia, já responsável pelos índices altos de mortes, incluindo no Rio de Janeiro, cartão postal do país, abalou as comunidades mais pobres, que já sofrem com a violência generalizada e a briga constante entre facções criminosas pelo domínio do tráfico de drogas.

. Comentários polêmicos:

Em entrevistas, Bolsonaro gerou polêmica ao fazer comentários considerados ofensivos às mulheres, negros e homossexuais, alegando repetidamente que retornaria o Brasil aos “valores tradicionais”, embora não tenha detalhado o que isso signifique. Numerosos grupos de ativistas temem que ele suspenda as cotas nas universidades e cancele os direitos conquistados pelas minorias sociais como, por exemplo, as pessoas transexuais, que somente recentemente podem mudar o nome e o sexo nas cédulas nacionais de identidade.

. Passado recente:

O professor argentino da New School for Social Research em Nova York, Frederico Fichelstein, considerou o resultado da eleição no Brasil o reflexo do “desconhecimento histórico do passado recente do país”. O historiador é especializado em autoritarismo e acrescentou que a “falta de critério de parte da população que vai contra o que chama de ‘fake news’ (notícias falsas), mas ao mesmo tempo compra uma imensa ficção, a de que Jair Bolsonaro é um ‘outsider’ (de fora), quando na realidade ele já lidera um clã político há décadas”.

Os brasileiros registrados para votar no exterior retornarão às urnas no domingo (28) para decidir se Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT) governará o Brasil nos próximos 4 anos.

 

 

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