Arturo Gatti usou alça de bolsa e banco de cozinha para se matar em PE

O delegado Paulo Alberes apresentou na tarde de quinta-feira (30) a conclusão do inquérito policial que apurou a morte do ex-boxeador ítalo-canadense Arturo Gatti. De acordo com a polícia, Arturo morreu de asfixia por enforcamento. Ele teria se matado usando a alça de uma bolsa.

Segundo a perícia, Arturo Gatti cometeu suicídio dentro da suíte onde estava hospedado, num flat em Porto de Galinhas. Ele teria amarrado a alça da bolsa na escada e se pendurado, utilizando um banco da cozinha americana da suíte.

A polícia detalhou como aconteceu o suicídio. O boxeador chegou ao hotel às 2h15 do sábado (11) e Amanda, logo depois, às 2h30. Eles se falaram rapidamente. Ela subiu as escadas, trancou a porta do quarto e foi dormir com o filho. Ele ficou na sala da suíte. Antes de chegar ao hotel, Gatti já havia bebido vinho e cerveja. Quando chegou ao hotel, bebeu mais sete latas de cerveja. A polícia calcula que o boxeador se enforcou por volta das 3h30 e que permaneceu pendurado por mais de três horas até que a alça da bolsa se partisse e ele caísse no chão.

Arturo Gatti 253719439 Arturo Gatti usou alça de bolsa e banco de cozinha para se matar em PESegundo a perícia, Arturo Gatti cometeu suicídio dentro da suíte onde estava hospedadoA polícia explicou que é possível que Amanda, ao sair do quarto, tenha passado pelo corpo e não tenha notado que o marido estava morto, porque ainda não havia sangue no corpo. Segundo explicação do Instituto de Criminalística (IC), por causa do enforcamento, o sangue ficou retido na cabeça e saiu depois por um ferimento que ele tinha na parte de trás da cabeça.

Esse ferimento havia sido causado no dia anterior ao da morte dele. Na sexta-feira (10), Gatti e Amanda teriam discutido seriamente e ele teria espancado a própria esposa. Pessoas que presenciaram a discussão teriam agredido o boxeador com pedradas, o que ocasionara o ferimento.

Liberdade

Desde o início das investigações, a mulher de Arturo Gatti, Amanda Carine Barbosa Rodrigues, 23, havia sido apontada como principal suspeita da morte do marido. Ela estava presa na Colônia Penal Feminina desde o dia 12 deste mês. Com a conclusão do laudo apontando para o suicídio, Amanda foi libertada também na tarde de quinta-feira.

Ao deixar a prisão, Amanda agradeceu a força das pessoas que acreditavam na inocência dela e disse que, agora, estava aliviada porque poderá ficar com o filho de dez meses. Ela deve viajar ainda esta quinta-feira ou na sexta para Belo Horizonte, onde reencontrará o filho.

Amanda disse que não sabe se vai entrar com uma ação por danos morais contra o Estado. O advogado dela, Célio Avelino, ressaltou que a Justiça do Canadá pode não concordar com o resultado da investigação da polícia pernambucana e querer fazer outra investigação do caso por conta própria.

Ao lembrar os dias que passou na cadeia, Amanda contou que esteve numa cela com outras 18 mulheres, num local onde só cabiam quatro. Ela afirmou que sempre acreditou que ia sair da cadeia porque tinha confiança na Justiça.

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