Brasileira denuncia que filho é vítima de “bullying” na escola

Foto32 Samuel Brasileira denuncia que filho é vítima de “bullying” na escola
No início de 2018, Samuel, de 11 anos, foi submetido a cirurgia para a retirada de um melanoma na região da nuca (Foto: BT)

Segundo Tatiaia Cintira, Samuel, de 11 anos, passou a ser perseguido depois que foi transferido para a escola pública em Malden (MA)

A saga vivida por Samuel, de 11 anos, emocionou a comunidade brasileira em Massachusetts. A mãe do menino, Tatiaia Cintira relatou ao jornal Brazilian Times o que estava acontecendo com o filho e o caso gerou ultraje; além de revelar a deficiência nas escolas públicas do estado com relação do combate ao bullying. Segundo Tatiaia, natural de Brasília (DF), no início de 2018, o filho foi submetido a cirurgia para a retirada de um melanoma na região da nuca. Na ocasião, a vida de Samuel mudou radicalmente, pois durante o tratamento o crânio dele deformou-se e ficaram algumas cicatrizes.

Em decorrência disso, o menino passou a sentir vergonha e a autoestima foi bastante comprometida. A mãe relatou que o filho, diversas vezes, pedia para não ir à escola.

“Ele se tornou uma criança triste e até mesmo sair com a família ele tentava evitar”, disse ela ao BT. “Passou a sempre andar com touca na cabeça”.

Em abril, a família se mudou para a cidade de Malden (MA) e Samuel foi transferido para a escola local. Tatiaia lembra que esta mudança foi bastante difícil e sofrida para ele. “No colégio anterior, ele era bastante querido pelos alunos e corpo docente”, falou, ressaltando que na nova escola o menino passou a ser alvo de “bullying” (perseguição).

Tatiaia disse que o filho passou a reclamar da maneira como seus colegas o tratavam e que alguns garotos arrancavam a touca dele para fazer gozações e brincadeiras de mau gosto. Ela foi à escola 4 vezes pedir alguma providência e proteção para o seu filho, mas “ninguém fez nada”.

Segundo ela, os professores e diretores se mostravam sensíveis à história e prometiam que iriam agir para que o bullying não continuasse. “Mas nada foi feito”, comentou.

O comportamento de Samuel começou a piorar, pois, antes da mudança, mesmo com vergonha, ele ia à escola porque não sofria tantos ataques. Entretanto, quando começou a frequentar o colégio em Malden, ele chorava para ficar em casa.

. Administração “preocupa-se”:

Na quarta-feira (12), a direção da escola entrou em contato com Tatiaia alegando que Samuel havia feito alguns desenhos que deixaram os professores “preocupados”.

“Eles pediram para que eu fosse ao colégio imediatamente para buscá-lo”, relatou ela.

No momento, Tatiaia não pôde ir e pediu ao namorado que fosse buscar o menino. Quando ele chegou, recebeu a informação de que Samuel só poderia voltar à escola depois de passar por uma avaliação psiquiátrica. No dia seguinte, ela entrou em contato com o pediatra do filho para agendar um horário e logo em seguida um representante do Department of Children and Families (DCF) ligou para ela dando um prazo para levar Samuel ao hospital sob a pena de ser presa.

“No mesmo instante eu o levei e ele ficou internado na emergência”, disse ela.

A brasileira disse que assim que chegou ao hospital, foi informada de que o filho ficaria internado 2 dias devido à “gravidade dos desenhos”. Como não havia quartos disponíveis na ala psiquiátrica, o menino ficou na emergência durante 3 dias.

“Meu filho foi internado devido aos desenhos que ele fez, mas em momento algum os agressores foram punidos e a escola foi omissa em relação ao sofrimento dele”, se revolta a mãe.

De acordo com a Tatiaia, Samuel foi vítima de agressões físicas e verbais e ninguém fez nada. “O próprio DCF afirmou que a escola foi irresponsável por não ter tomado os devidos cuidados”, continua. Emocionada e com lágrimas nos olhos, ela afirma que, atualmente, o único que está pagando o preço é seu filho, a única vítima.

“Tínhamos uma viagem marcada, a qual (nós) programamos o ano todo e ele estava muito ansioso por isso. Mas, devido a todos os problemas, tivemos que cancelar. Samuel sofreu muito desde que seu tratamento começou. Foram dias e dias no hospital, foram dias e dias sentindo muitas dores na cabeça e mesmo depois de sofrer tudo isso ainda precisa aguentar o bullying na escola. Hoje, estamos no hospital sem nenhuma perspectiva de sairmos daqui”, finalizou a brasileira.

 

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