Brasileira que matou marido americano pega prisão perpétua

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Cláudia Hoerig manteve-se calada durante o pronunciamento da sentença no Condado de Trumbull, Ohio

Cláudia Hoerig terá direito à liberdade condicional somente depois de cumprir 28 anos da pena

Na sexta-feira (8), Cláudia Hoerig, natural do Rio de Janeiro, foi condenada à prisão perpétua num tribunal em Warren, Ohio. Ela terá direito à liberdade condicional somente depois de 28 anos da pena cumprida. As informações são do canal de TV local WKBN 27 First News.

“Nada que esse tribunal possa fazer trará o meu irmão de volta”, desabafou Paul Hoerig.

Há duas semanas, a brasileira foi considerada culpada de ter matado a tiros o próprio marido, em 2007, o major da Força Aérea Karl Hoerig, na residência do casal.

“Palavras não podem expressar a dor e angústia que a minha família tem passado desde o assassinato do Karl”, acrescentou Paul.

“Eu quero listar cada momento que me magoou o fato do papai ter ido. Eu quero falar sobre os meus filhos lindos que ele nunca conheceu. Eu quero falar sobre tristeza e oportunidades perdidas”, disse Eva Hoerig Snowden.

Após 12 longos anos, a luta por justiça pela família da vítima chegou ao fim.

Antes que a brasileira fosse oficialmente sentenciada, os familiares de Karl discursaram, falando sobre o homem que eles amavam.

“O meu pai era o melhor, o mais maravilhoso, fantástico, deveria ter recebido o troféu de o melhor pai”, comentou Eva, enquanto a réu esperava a poucos passos de distância para ouvir a sentença.

“A Cláudia é uma manipuladora e uma mentirosa vingativa. Ela não tem remorso, sem vergonha, sem moral. Ela é diabólica”, disse Roxy Vaughn, sobrinha de Karl.

“Quando nós falamos dela para ele, nós tínhamos a sensação de que ela faria algo contra ele”, relatou Ed Hoerig, pai da vítima. “Eu o alertei e ele respondeu, ‘não se preocupe. Eu tenho controle”.

Cláudia foi considerada culpada de ter matado Karl na residência dom casal em Newton Falls em 2007, antes de fugir para o Brasil.

A mulher que antes tinha tanto a dizer, para os investigadores quando foi trazida de volta aos EUA e no assento de testemunhas, sentou-se calada durante a audiência.

“Ela disse o seguinte, ‘ela não falará hoje porque a imprensa interpretou errado as palavras dela inúmeras vezes”, disse John Cornely, advogado de defesa da brasileira.

Cláudia foi sentenciada à prisão perpétua com a possibilidade de liberdade condicional depois de 28 anos da pena cumprida; uma sentença recomendada pela Promotoria Pública como parte do acordo com o Brasil para trazê-la de volta aos EUA.

“A justiça foi absolutamente feita. Ela atrasou tempo demais”, disse Dennis Watkins, promotor público do Condado de Trumbull.

“Foi um peso enorme retirado dos meus ombros. É um pouco difícil que esse dia finalmente chegou. Eu posso dizer-lhe que a minha família está extremamente feliz”, disse Paul.

Cláudia receberá crédito pelo tempo servido de prisão, tanto no Condado de Trumbull quanto no Brasil, o que totaliza mais de 2 anos e 7 meses.

 

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