Brasileira reencontra o filho após 8 meses de separação nos EUA

Foto10 Jocelyn e James Brasileira reencontra o filho após 8 meses de separação nos EUA
Jocelyn reencontrou James no Aeroporto da cidade de El Paso (TX)
Foto10 Jocelyn Brasileira reencontra o filho após 8 meses de separação nos EUA
“É uma coisa terrível, a experiência que nós passamos”, relatou Jocelyn
Foto10 James Brasileira reencontra o filho após 8 meses de separação nos EUA
James foi levado para um centro de detenção em Chicago (Ill.)

Jocelyn e James foram separados quando tentavam cruzar clandestinamente a fronteira do México com os EUA

Na terça-feira (5), mãe e filho separados durante mais de 8 meses por agentes do Departamento de Imigração (ICE) na fronteira entre os EUA e México se reencontraram no aeroporto de El Paso (TX). Em agosto de 2017, Jocelyn, de 31 anos, e o filho de 14 anos, James, cruzaram clandestinamente a  fronteira em El Paso na busca por asilo, disse ela ao canal de TV local ABC News.

Na ocasião, James foi levado para um centro de detenção em Chicago (Ill.), mas foi mantido no local mesmo depois que a mãe havia sido liberada 3 semanas depois da detenção. Jocelyn relatou que quando os agentes levaram o filho dela embora, o olhar no rosto dele dizia, “mãe, me ajude”.

“Eu não sabia o que iria acontecer conosco”, disse ela. “Eu passei a noite chorando, pois queria que o James tivesse protegido e não sabia o que iria acontecer com ele”.

A brasileira ficou sob a custódia federal durante quase 1 mês por tentar entrar clandestinamente nos EUA e depois passou outros 6 meses num centro de detenções da imigração. Desde então, ela tem vivido num abrigo em West Texas administrado por uma ONG. James foi enviado a um centro em Chicago sob a supervisão do Escritório de Reassentamento de Refugiados. Eles eram autorizados a conversar por telefone somente uma vez por semana.

“É uma coisa terrível, a experiência que nós passamos”, relatou ela.

A administração Trump tem defendido que, sob a política de tolerância zero relacionada à imigração clandestina, as famílias estão sendo separadas como punição aos pais que precisam ser punidos e os filhos deles não podem ser detidos com eles. Com a ajuda dos advogados da American Civil Union (ACLU), Jocelyn está acionando judicialmente o governo em nome dela e centenas de outras famílias que foram separadas. A brasileira argumenta que o governo não tem o direito de manter as famílias separadas uma vez que os pais foram liberados sem justificativa suficiente. Um juiz ainda deve decidir o caso.

Lee Gelernt, advogado da ACLU, que está representando Jocelyn, disse ao canal ABC News que a separação de famílias tem aumentado desde que a política de tolerância zero foi implantada.

“Literalmente, 3, 4, 5 anos de idade gritando, ‘por favor, não me separe da minha mãe’, ao serem arrancados delas”, disse o advogado.

Os advogados que defendem Jocelyn disse ao ABC News que não sabem exatamente porque a reunião finalmente aconteceu, uma vez que o juiz ainda deve decidir a ação judicial, mas acreditam que possa ser em parte a atenção que o caso atraiu depois que a brasileira concedeu entrevista ao canal de TV.

Numa moção apresentada no mês passado para cancelar o caso, o ICE argumentou que tais casos “servem o propósito legítimo de permitir que o governo cumpra seu papel com relação à imigração e cumprimento da lei” e que “os acusadores não proveram nenhuma base que prove a necessidade do processo duplo ao direito de união familiar que proíba a separação”.

 

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