Brasileirinha com síndrome rara finalmente consegue visto para se tratar nos EUA

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Priscilla e Anna Luíza (centro) conseguiram o visto para viajar aos EUA, mas seu esposo, Humberto Bessa Ribeiro (dir.), teve o pedido negado (Foto: BT)

Anna Luíza Bessa é portadora da Síndrome de Rett, uma condição genética que compromete o desenvolvimento motor e intelectual

Em decorrência da pressão feita pela mídia, finalmente Anna Luíza Bessa, de 1 ano e 7 meses, portadora da Síndrome de Rett, e sua mãe, Priscilla Carrijo Taquary Bessa, de 32 anos, conseguiram o visto para que a menina possa ser avaliada por especialistas nos Estados Unidos. A família, natural de Goiânia (GO) já havia tentado o visto duas vezes na embaixada em Brasília (DF), sem obter sucesso. As informações são do jornal Brazilian Times.

Apesar de possuir emprego estável (professora) e ser casada com o empresário Humberto Bessa Ribeiro, de 37 anos, Priscilla disse ao BT que nas duas primeiras tentativas para conseguir os vistos foi informada que sua família “não tinha vínculos suficientes com o Brasil”. Mãe e filha conseguiram o visto na terceira tentativa, já o de Humberto foi negado. O casal gastou o total de R$ 6 mil nas 3 vezes, mas garante que valeu a pena, pois a menina terá a oportunidade de ser examinada por especialistas renomados no assunto.

Assim que chegar aos EUA, Anna será examinada por médicos especializados e fará parte de uma série de estudos no Boston Children Hospital, Massachusetts. A consulta está marcada para 31 de março e a criança e a mãe ficarão hospedadas na casa do pai de Priscilla, Robson Taquary, que mora em Framingham (MA). A viagem aos EUA está agendada para 29 de março.

Robson detalhou que a neta não estará somente sendo tratada, mas auxiliará os médicos a estudarem a síndrome rara e assim poder ajudar outras crianças. Durante entrevista ao BT, ele frisou a importância da mídia para que a filha e neta conseguissem o visto americano.

Síndrome de Rett é uma doença genética rara não hereditária que afeta, na esmagadora maioria dos casos, pessoas do sexo feminino e a maneira como o cérebro dessas pessoas se desenvolve. A maioria dos bebês com síndrome de Rett parece desenvolver-se normalmente nos primeiros meses de vida, mas, depois do 6º mês, os primeiros sintomas começam a aparecer. Ao longo do tempo, as crianças que nascem com a doença passar a desenvolver problemas crescentes com movimentos, coordenação e comunicação, podendo, inclusive, prejudicar a capacidade de usar as mãos, andar e de comunicar-se com outras pessoas.

Por muitos anos, a síndrome de Rett foi erroneamente diagnosticada como autismo, paralisia cerebral ou, ainda, como um problema de desenvolvimento desconhecido. Atualmente, há muito mais informações disponíveis sobre a doença e, apesar de ainda não haver cura, formas inovadoras de tratamento têm sido estudadas.

 

 

Sobre o autor

O jornalista Leonardo Ferreira é formado em Comunicação Social pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso – FACHA, sediada no Rio de Janeiro - RJ.

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