Brasileiro acusado de pedofilia tem fiança estipulada em US$ 50 mil

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Adalberto Henrique de Freitas é acusado de ter atacado as meninas em pelo menos 10 ocasiões (Foto: Blog Jehozadak Pereira)

Adalberto Henrique de Freitas está preso e deverá retornar à Corte Distrital de Quincy (MA) na quarta-feira (28)

Na terça-feira (30), Adalberto Henrique de Freitas, de 62 anos, natural de Conselheiro Pena (MG), compareceu à Corte Distrital de Quincy (MA). Ele é acusado de ter molestado sexualmente duas meninas de 10 e 12 anos e, durante a audiência, o juiz determinou a fiança de US$ 50 mil. Até à tarde de quinta-feira (1), o brasileiro não havia pagado a quantia para responder ao caso em liberdade.

As crianças passavam o dia numa creche clandestina administrada por Cileida de Freitas, esposa do réu, conhecido popularmente por Bebeto. As vítimas teriam sido abusadas por ele quando a mulher dormia ou saía para fazer compras para a casa.

Segundo o Blog do jornalista Jehozadak Pereira, o caso veio à tona depois que uma mulher levou uma menina entre 4 a 5 anos de idade a uma igreja na comunidade. A criança chorava constantemente e relatou que sofria pesadelos como se um homem puxasse a coberta dela na hora de dormir. A menor passava o dia na creche de Cileida, pois a mãe trabalhava o dia todo. Há poucos dias, a menina apresentou febre de fundo emocional e exames médicos mais detalhados revelaram resíduos de sêmen no corpo dela. Uma investigação foi instaurada e Bebeto é o principal suspeito. Ele é acusado de molestar sexualmente as meninas, evitando os meninos, esfregando-se nelas ou cometendo atos lascivos.

“O Departamento de Educação Básica & Cuidados (EEC) recebeu a denúncia da existência de uma possível creche sem licença operando na 10 Copeland Street, em Quincy, e está investigando o assunto com o Departamento de Crianças & Famílias. As famílias e o público em geral são encorajados a qualquer hora contatar o EEC para verificar se um programa de cuidado infantil está devidamente licenciado”, disse Kathleen Hart, porta-voz do departamento.

Durante o pedido de fiança, o promotor público classificou as atividades da creche como “ilegais”. A lei estadual exige que qualquer pessoa que cuide regularmente de crianças e que não possuem parentesco com elas obtenha uma licença.

Ambas as meninas disseram à polícia que Freitas teria havia inicialmente esfregado as partes íntimas sobre a roupa delas e depois por debaixo, conforme os abusos iam progredindo, segundo documentos na Corte. O réu é acusado de ter atacado as meninas em pelo menos 10 ocasiões.

As menores relataram que o suspeito as teria ameaçado e as famílias delas. Além disso, teria “alertado” que elas se envolveriam em problemas se contassem a alguém o que ele estava fazendo, segundo o boletim de ocorrência policial (BO). Os ataques foram denunciados ao Departamento de Polícia de Quincy no escritório do “Norfolk County Advocates for Children”, em Foxboro (MA), na segunda-feira, 29 de janeiro. As meninas relataram à polícia que Freitas teria atacado outras meninas quando a esposa dele dormia ou saía para fazer compras para a casa.

Uma das vítimas relatou às autoridades que Adalberto “brincava de aranha e passava as mãos para cima e para baixo em nossas pernas”, frisando que cada vez as mãos do suspeito iam mais acima. Ela acrescentou que ele fez isso com todas as meninas na creche, mas não com os meninos. Uma das meninas identificou duas outras meninas que teriam sido molestadas por Freitas. O réu deverá retornar ao tribunal na quarta-feira (28).

 

 

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