Brasileiro agride mulher e pega 9.5 anos de prisão

Foto9 Mehreen Ahmad Brasileiro agride mulher e pega 9.5 anos de prisão
Mehreem Ahmad antes e depois do ataque violento que a deixou em estado vegetativo

O ataque perpetrado por Eduardo Santos Abrahão Filho deixou a paquistanesa Mehreen Ahmad em estado vegetativo

Na quinta-feira (2), o réu Eduardo Santos Abrahão Filho, de 28 anos, foi sentenciado a 9.5 anos de reclusão pelo ataque que deixou a estudante de Pedagogia Mehreen Ahmad, de 31 anos, natural do Paquistão, indefinidamente em estado vegetativo. O incidente ocorreu em maio de 2017 nas escadarias de um prédio durante uma festa na cidade de Perth, Austrália.

Segundo as autoridades locais, Eduardo e Mehreen se conheceram na festa. Após o encontro romântico, ocorreu uma luta corporal na qual ela bateu a cabeça no piso de concreto e rolou dois lances de escada. O incidente provocou danos cerebrais sérios que a deixaram numa cadeira de rodas e exigem cuidados 24 horas para o resto da vida.

Eduardo foi acusado de tentativa de homicídio, mas posteriormente ele assumiu a culpa por causar intencionalmente ferimentos graves. Durante a audiência, o tribunal ouviu que a cabeça da vítima chocou-se contra o piso de concreto antes de cair dois lances de escada. No início do julgamento, os promotores públicos disseram que Mehreen se interessou pelo brasileiro na festa realizada num apartamento na Murray St. Eles trocaram carícias no quarteirão onde fica o prédio e na parede próximo às escadas. De repente, houve briga corporal e a porta da saída de incêndio abriu, antes que a cabeça da vítima se chocasse contra o piso de concreto. Ela tentou chutar Abrahão e caiu do alto da escada. Ele fugiu e foi encontrado no dia seguinte na casa onde mora, na cidade de Inglewood. Ahmad foi encontrada na escadaria com ferimentos graves.

A advogada de defesa, Linda Black, alegou que embora as ações do cliente dela tenham sido “deploráveis”, elas não tiveram a intenção de ferir Mehreen. Ela acrescentou que Eduardo não é uma pessoa violenta e sim um homem trabalhador com um número grande referências, incluindo mulheres que o conheciam.

Linda acrescentou que o brasileiro “planejava passar o resto da vida na Austrália”, mas que será bem provável que ele seja deportado do país após ter cumprido a pena. O brasileiro namorava outra mulher há 2 meses na ocasião do ataque e o tribunal foi informado que ela continuava com ele, planejando eventualmente mudar-se para o Brasil.

Atualmente, Mehreen tem dificuldades para comer, se comunicar e movimentar. Ela depende dos pais para todas as necessidades.

“Ela costumava ser cheia de vida. Talvez, nunca mais teremos a nossa filha de volta novamente”, disseram os pais da vítima durante a audiência.

O Juiz Bruno Fiannaca disser que o testemunho dos pais foi “angustiante”.

“É difícil resumir em apenas poucos parágrafos a dimensão da dor e devastação explicados no testemunho dos pais da vítima”, comentou o magistrado. Ele frisou que o réu tentou diminuir a responsabilidade dele ou aceita-la, de alguma forma.

“É preciso deixar bem claro que esse tipo de comportamento insistente e físico não será tolerado”, disse Bruno.

A família de Mehreen citou através de um comunicado que, apesar de respeitarem a sentença, eles estavam desapontados que o agressor da filha poderá recomeçar a vida daqui a 7 anos. “Daqui a sete ou nove anos, o agressor iniciará uma vida nova. Mehreen, por outro lado, segundo os médicos dela, permanecerá nas condições atuais por tempo indefinido e nós, enquanto família dela, continuaremos a cumprir essa prisão perpétua com ela”.

“Os efeitos desse crime não será simplesmente uma lembrança para nós. Uma série infinita de desafios que enfrentaremos diariamente nos fará lembrar constantemente”, acrescentaram. “Esse veredito nos proporciona, de qualquer forma, o encerramento de um capítulo dessa história dolorosa”.

 

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