Brasileiro condenado à prisão perpétua tenta novo julgamento

Foto3 Patricia Frois e Marcello Almeida Brasileiro condenado à prisão perpétua tenta novo julgamento
Marcello Almeida (dir.) foi condenado à prisão perpétua por ter matada a facadas a ex-namorada, Patrícia Fróis (esq.)

Marcello Almeida solicitou a reabertura do caso junto à Corte Superior de Massachusetts

Na terça-feira (9), advogados de defesa de Marcello Almeida, de 51 anos, ex-morador em Marshfield (MA), compareceram perante a um juiz na Corte Superior de Massachusetts. O brasileiro cumpre prisão perpétua por ter matado a facadas a ex-namorada, Patrícia Fróis, de 24 anos, há 6 anos, e os advogados argumentaram que ele merece um novo julgamento. A decisão judicial ainda não foi divulgada publicamente pelo tribunal de instância superior.

Almeida argumenta que os promotores públicos em seu julgamento, ocorrido em 2012, descaracterizaram algumas evidências e foram permitidos a apresentar outras evidências que voltaram os jurados contra ele. Em resposta, os promotores rebateram que nenhum dos pontos que ele alega é significativo o suficiente para mudar o veredito dos jurados.

O brasileiro, que tinha 45 anos quando foi condenado, admitiu ter golpeado repetidamente a vítima, após meses daquilo que os promotores públicos descreveram como uma tentativa desesperada de que ela voltasse para ele. Ao invés disso, os advogados de Marcello argumentaram no julgamento que os golpes de faca foram atos de paixão; motivados quando Patrícia disse ao ex-namorado que tinha se relacionado com outros homens, equivalente a homicídio; não assassinato em 1º grau como argumentaram os promotores públicos. Durante o julgamento, os promotores tentaram rebater essa alegação dizendo aos jurados que, enquanto o réu admitia ter matado a vítima “por amor” a várias testemunhas e um patrulheiro da Polícia Estadual, ele não contou a nenhum deles que cometeu o crime porque Patrícia tinha tido relações sexuais com outra pessoa. Os promotores acrescentaram que Almeida somente contou essa parte da história quando chegou o momento de defender-se contra as acusações de assassinato.

Em sua apelação, Almeida argumenta que os promotores não poderiam ter sido permitidos a contar aos jurados o que ele havia dito ao patrulheiro e o fato de ele não ter mencionado que esfaqueou a ex-namorada porque ela tinha feito sexo com outro homem, além de ter o direito de permanecer calado  e não ser obrigado a dizer nada a ninguém. O brasileiro alegou que estava envergonhado pelo fato de a mulher que ele pensava ser namorada dele tinha feito sexo com alguém, portanto, não tinha razões de contar isso ao patrulheiro.

Marcello também argumentou que os promotores não poderiam ser permitidos a mostrar evidências de que ele tinha pegado uma faca com a intenção de matar a vítima 2 meses antes do crime, mas não conseguiu fazê-lo porque ela se trancou no banheiro. Os promotores rebateram que o incidente demonstrava a “natureza” do relacionamento de ambos, mas Almeida alegou que isso voltou os jurados contra ele, pois passava a impressão der mal caráter ou propensão para cometer um crime.

Em sua resposta, os promotores públicos alegaram que os postos citados por Marcello não se aplicavam ao caso ou não eram significativos o suficiente para mudarem a decisão dos jurados. Devido ao fato de ter sido condenado por assassinato em 1º grau, ele não é elegível para liberdade condicional.


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