Brasileiro detido pela imigração é liberado em MA

Foto3 Nivaldo Oliveira  Brasileiro detido pela imigração é liberado em MA
Nivaldo Oliveira ficou preso no centro de detenções em Burlington (MA) (Foto: Facebook)

Nivaldo Oliveira ficou preso durante 2 meses e luta contra a deportação

Na quarta-feira (15), Nivaldo Oliveira, de 33 anos, natural de Minas Gerais, morador em Danbury (CT), foi liberado do centro de detenções do Departamento de Imigração (ICE) em Burlington (MA). Ele estava detido há mais de 2 meses, depois de comparecer a 5ª audiência relacionada à acusação de violência doméstica, ocorrida em outubro de 2016.  Na ocasião, ele ficou 2 dias presos por agressão à namorada. Ele foi solto após ter pagado a fiança de US$ 1.050. As informações são dos jornais Comunidade News e Brazilian Times.

Nivaldo respondia ao processo em liberdade e frequentou as sessões de terapia para o controle da raiva e agressividade. Em setembro desse ano, ele foi surpreendido por agentes do ICE que estavam no interior do tribunal. Ele foi levado ao centro de detenções em Burlington e há 2 meses lutava contra a deportação. Agora, ele responderá ao processo em liberdade, com a orientação de uma advogada de imigração.

Após ser liberado, Oliveira alertou sobre os riscos do consumo de bebidas alcóolicas em excesso e os problemas gerados pela violência doméstica.

. Agentes nos tribunais:

A presença de agentes do Departamento de Imigração (ICE) em todo o estado vizinho de Nova York disparou de 11 para 110, com relação ao mesmo período em 2016, segundo ativistas. No ano passado, o Immigrant Defense Project (IDP) documentou 11 detenções ou tentativas de prisão por parte do ICE. Já em 2017, esse número pulou 900%, a maioria em New York City, incluindo uma detenção ocorrida na terça-feira (14), no prédio da Corte Criminal do Brooklyn.

“O aumento exponencial das prisões perpetradas pelo ICE reflete uma era nova e perigosa com relação ao cumprimento das leis e direitos dos imigrantes”, disse o advogado Lee Wang, do IDP. “Os imigrantes que buscam por justiça nas Cortes criminais e varas de família não deveriam temer por sua liberdade quando o fizerem”.

A análise feita pela ONG revelou que 20% dos imigrantes presos pelo ICE em 2017 não possuíam antecedentes criminais. Alguns deles compareceram ao tribunal por violações de trânsito, antes que os agentes do ICE os pegassem. Pelo menos 16% deles compareceram às Cortes por causa de multas, indicando que os delitos provocados por eles não são passíveis de prisão. As detenções também ocorreram na vara de família e, em um caso notório, no Tribunal de Tráfico Humano em Queens.

Desde que o Presidente Donald Trump assumiu o cargo, o ICE tem intensificado as operações de cumprimento das leis como parte do combate à imigração clandestina. O Departamento de Administração de Tribunais (OCA), que supervisiona as Cortes estaduais, documentou 86 presenças de agentes do ICE. A discrepância é resultado de algumas das detenções terem ocorrido do lado de fora dos prédios dos tribunais, conforme as autoridades e ativistas.

“Nós levamos nossas sérias preocupações a nível local e nacional ao ICE e outras autoridades federais sobre as atividades do ICE em determinadas localizações, como Varas de Família e Cortes de tráfico humano”, disse o porta-voz da OCA, Lucian Chalfen, citando comentários anteriores.

Um porta-voz do ICE alegou que o órgão obedeceu as diretrizes estaduais e geralmente entrou nos tribunais somente depois de ter esgotado outras tentativas. Entretanto, Tina Luongo, advogada de defesa criminal na Legal Aid Society, rebateu que as prisões realizadas pelo ICE nos tribunais exigiram uma solução legislativa de Albany.

“Essas prisões afetam os nossos clientes em cada município e impede que os imigrantes e outras pessoas procurem os serviços oferecidos pelos tribunais e que devem estar sempre acessíveis”, concluiu Tina.

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