Brasileiro é morto a tiros em triângulo amoroso na Virgínia

Foto17 Vinicius Freire Carneiro Brasileiro é morto a tiros em triângulo amoroso na Virgínia
Vinícius Freire Carneiro, de 37 anos, foi assassinado com vários tiros
Foto17 Dusan Naumovic  Brasileiro é morto a tiros em triângulo amoroso na Virgínia
Dusan Naumovic é acusado de homicídio em 2º grau e o uso de arma de fogo para cometer o crime
Foto17 Residencia do crime Brasileiro é morto a tiros em triângulo amoroso na Virgínia
O crime ocorreu no interior da residência na região de Hunt Club Forest

Vinícius Freire Carneiro foi fatalmente baleado no quarto da mulher casada com quem mantinha um relacionamento amoroso

Na madrugada de sábado (2), Vinícius Freire Carneiro, de 37 anos, natural de Serro (MG), foi morto a tiros no quarto da mulher com quem ele teria mantido um relacionamento amoroso, em Virginia Beach (VA). Quando a polícia chegou ao local do crime, às 3:00 am, encontrou o brasileiro caído no quarto do casal Dusan e Sheri Naumovic, na região de Hunt Club Forest. Ele morava há 20 anos nos EUA e foi assassinado com vários tiros. As informações são do jornal The Virginian Pilot.

Os agentes prenderam o proprietário do imóvel, Dusan Naumovic, de 53 anos, e o acusaram de homicídio em 2º grau e o uso de arma de fogo para cometer o crime. O advogado de defesa do réu não contestou o fato que o cliente dele tenha atirado, mas alegou que o fez em autodefesa, pois pensou que Vinícius era um intruso que tinha invadido a residência do casal.

Na sexta-feira (8), durante a audiência na Corte Distrital para determinar o valor da fiança, o Promotor Público Scott Lang perguntou a Dusan quando e como ele tomou conhecimento que a esposa dele, Sheri, o estava traindo. Eles são casados há 24 anos. Ele respondeu que um primo da mulher o havia revelado em julho. Quando Naumovic confrontou a esposa, ela o golpeou diversas vezes. A polícia foi acionada e Sheri, de 49 anos, foi presa sob a acusação de ter agredido fisicamente o marido e primo, segundo documentos apresentados no tribunal. Posteriormente, ela foi hospitalizada por problemas mentais, detalhou o réu. Ela sofre de esquizofrenia, testemunhou ele, e isso leva à promiscuidade sexual.

Enquanto ela estava no hospital, Dusan acessou o aparelho telefônico dela e encontrou informações sobre 4 homens que ela estava casos amorosos. Ele pagou por um relatório o qual continha os números dos telefones dos homens e contatou um a um, incluindo Carneiro. Além disso, o réu os teria procurado no Facebook.

“Eu telefonei para eles e pedí-lhes para ficarem longe dela porque ela não está bem”, disse Naumovic. “Eu quis que eles tivessem conhecimento de que ela é esquizofrênica”.

Ele detalhou que nunca havia visto a vítima antes do crime.

Dusan, um tutor popular de física e matemática e ex-professor do Cape Henry Collegiate, alegou que estava dormindo no quarto do filho de 16 anos, pois o jovem tem autismo e, portanto, precisa de alguém por perto. Aproximadamente, às 3:00 am, Dusan ouviu ruídos, levantou-se, caminhou até o quarto que compartilhava com a esposa e acendeu a luz, detalhou o advogado de defesa, Mike Joynes, durante a audiência de quinta-feira (7). Cerca de 5 segundos, tiros foram disparados, acrescentou.

O promotor público perguntou ao réu se o sistema de alarme da casa estava ativado. Ele respondeu que certificava-se todas as noites. O alarme não estava ativado, até que Sheri apertou o botão de pânico às 3:02 am, detalhou Lang, o que teria acontecido depois que Carneiro foi alverjado. Um vídeo gravado pelo sistema mostra ela apertando o botão e, então, Naumovic vindo atrás dela e desligando-o. Três minutos depois, o serviço de emergências (911) foi acionado.

Dusan é o único que sustenta a família, relatando que ganha US$ 120 mil anuais com o trabalho de tutor. Os advogados dele argumentaram que ele deveria ser liberado para retornar para casa com a mulher e filho, pois nunca havia cometido um crime e não corre o risco de fugir. Entretanto, Lang se opôs. Ele citou o testemunho do filho do casal, que não é verbal, escrito recentemente no computador que usa para se comunicar que tinha medo que o pai retornasse à residência.

“Trata-se de uma criança autista que teve alguém morto a 15 pés de distância dele”, argumentou o promotor. “Ele tem razão de ficar com medo”.

A Juíza Lisa Hodges negou o pedido de fiança.

 

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