Brasileiro é preso por ameaça falsa de tiroteio em escola em MA

Foto24 Clebio P. de Lima Brasileiro é preso por ameaça falsa de tiroteio em escola em MA
Clébio P. de Lima pode ser condenado a até 5 anos de prisão e multa de US$ 250 mil, caso seja considerado culpado

Clébio P. de Lima teria enviado uma carta ao USCIS avisando que um indivíduo chamado “Mário” planejava um ataque armado na escola South Boston

Na quinta-feira (7), o imigrante Clébio P. de Lima, de 43 anos, morador em Quincy (MA), foi preso após ser acusado de ter enviado uma carta ao Departamento de Cidadania & Serviços Migratórios (USCIS), na qual ele ameaçava um ataque armado à escola South Boston, em 2018. As informações são da Procuradoria Pública Federal de Massachusetts (DOJ).

Ele é acusado de fazer ameaças falsas às autoridades federais. Ele compareceu ao tribunal federal em Boston (MA) para a audiência preliminar. Conforme documentos apresentados na Corte, em fevereiro de 2018, o escritório do USCIS em Boston recebeu uma carta sem assinatura, escrita à mão, em português na qual um indivíduo, identificado como “Mário”, iria realizar um ataque na escola South Boston. A carta detalhava que Mário havia comprado 2 armas de fogo e que buscava comprar mais.

“Eu os convido a agir. Eu confio em vocês. Obrigado pela grande segurança deste país”, dizia a carta.

Após uma investigação, foi determinado que as alegações na carta eram falsas. Durante um interrogatório com agentes em setembro de 2018, Clébio teria negado falsamente que não tinha o mínimo conhecimento da carta enviada ao USCIS.

As acusações podem resultar em até 5 anos de prisão, 1 ano de liberdade condicional e multa de US$ 250 mil, caso o réu seja considerado culpado. A sentença é imposta por um juiz federal tendo como base as Diretrizes de Sentença dos EUA e outros fatores estatutários.

O Promotor Público Andrew E. Lelling, Joseph R. Bonavolonta, agente especial do FBI na jurisdição de Boston, e Peter C. Fitzhugh, agente especial do Departamento de Segurança Nacional (HSI) em Boston, divulgaram o caso. O incidente foi investigado pela Força Tarefa de Combate ao Terrorismo do FBI em Boston. O Promotor Público Assistente George P. Varghese, da Unidade de Segurança Nacional de Lelling, é o responsável pelo caso.

Os detalhes contidos nos documentos de acusação são alegações. O réu é considerado inocente até que seja provado culpado sem sobra de dúvidas perante um tribunal.

 

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