Brasileiro morre afogado em travessia clandestina pelo México

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Monike da Paz, o filho Pedro Lucas e o esposo Fabrício Silva Santos, antes da viagem aos EUA (Foto: GoFundMe.com)

O corpo de Fabrício Silva Santos foi encontrado nas imediações de Poblado Valência, na cidade de Diaz Ordaz  

As autoridades mexicanas divulgaram a morte de Fabrício Silva Santos, natural do município de Guanhães (MG). Ele se afogou quando cruzava o Rio Bravo, nas imediações de Poblado Valência, na cidade de Diaz Ordaz, na tentativa de entrar clandestinamente nos Estados Unidos. Agentes do Departamento de Proteção Civil foram contatados e o identificaram através da tatuagem de um tigre no braço direito e o passaporte brasileiro que estava com o corpo. Ele trajava jeans, camisa verde e branca e tênis marrom. Essa teria sido a terceira tentativa dele de entrar nos EUA. As informações são do jornal Reporte Tamaulipas.

. Campanha beneficente:

No sábado (6), foi criado no website GoFundMe.com a campanha beneficente: https://www.gofundme.com/486nce-ato-de-solidariedade, cujo objetivo era arrecadar US$ 10 mil para o traslado do corpo de Fabrício para velório e sepultamento no Brasil. Até a manhã de segunda-feira (8), já haviam sido arrecadados US$ 13.705.  

“A todos amigos e comunidade brasileira solicitamos sua solidariedade para Fabricio silva Santos, mineiro natural de Guanhães, encontrado morto por afogamento, na travessia do Rio Bravo México/U.S.A. A sua esposa Monike da Paz e seu bebe Pedro Lucas, acabaram de chegar há 6 meses e contam com sua contribuição para os gastos do envio do corpo ao Brasil”, diz a mensagem postada no GoFundMe.com.

. Busca do sonho americano:

Monike trabalhava em uma agência bancária em Guanhães, pediu demissão da empresa durante o período de licença maternidade e viajou com o filho, Pedro Lucas, de 1 ano, aos EUA. Ela estaria há 6 meses no país. Fabrício trabalhava em uma empresa de logística em sua cidade natal e havia tentado obter o visto americano de turista, sem sucesso. Conforme o jornal Brazilian Times.    

. Outros brasileiros morreram na travessia:

Fabrício é mais um brasileiro que perde a vida ao tentar cruzar a fronteira entre o México e os EUA. Em março desse ano, o corpo de Júlio Barcellos, de 35 anos, natural de Jaru (RO), foi encontrado no Rio Grande, México. Ele tentava entrar clandestinamente nos Estados Unidos pela 2ª vez e o último contato com a família ocorreu em 25 de fevereiro. Na ocasião, ele se preparava para cruzar a fronteira. Ananias Barcellos, irmão de Júlio, relatou que ele passava por Monterrey e se aproximava do Rio Grande, uma divisa natural entre o México e os EUA.

Em novembro do ano passado, as autoridades mexicanas encontraram outro corpo nas margens do Rio Grande, na cidade de Nuevo Laredo. O cadáver foi descoberto na mesma região em que as autoridades locais acharam o corpo de Jefferson Eduardo de Oliveira, de 19 anos, natural do distrito de Plautino, em Sobrália (MG), encontrado morto às margens do Rio Bravo no lado mexicano, tentando entrar clandestinamente nos EUA. Especula-se que esse segundo cadáver também seja de um brasileiro que fazia parte do grupo de Jefferson. As autoridades encontraram dinheiro brasileiro (Real) em um dos bolsos na roupa que o indivíduo trajava; indício forte de que ele possa ser compatriota.

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