Brasileiro preso por dirigir sem carteira é posto em processo de deportação

Foto6 Eduardo Loch Brasileiro preso por dirigir sem carteira é posto em processo de deportação
O juiz determinou a deportação de Eduardo Loch em até 45 dias; a partir da data da audiência preliminar

Eduardo Loch dirigia sem habilitação e levava um amigo à casa da namorada em New Hampshire

O Jovem Eduardo Loch, de 18 anos, morador em Framingham (MA), foi preso em 2 de março, foi preso por dirigir sem carteira de motorista no estado de New Hampshire, depois se envolver em um acidente de carro. Na ocasião, ele levava um amigo até a casa de uma namorada na região. Logo depois que os policiais que compareceram à cena do acidente constataram que Eduardo não possuía a carteira de habilitação, eles contataram as autoridades migratórias locais, que levaram o brasileiro detido.

. Ordem de deportação:

Na segunda-feira (5), durante a audiência preliminar do jovem brasileiro, o juiz determinou a deportação do réu em até 45 dias; a partir da data da audiência. A passagem, somente de ida, deverá se paga pela família de Eduardo.

. Confira o caso:

Na quinta-feira (2), Maria Nara, residente em Framingham (MA), recebeu um telefonema comunicando-lhe que o filho, Eduardo Loch, de 18 anos, havia sofrido um acidente de carro em New Hampshire. O jovem não possui carteira de motorista e levava um amigo à casa de uma namorada. Apesar de o acidente não ter provocado ferimentos graves em nenhum dos envolvidos, os policiais enviados ao local descobriram que Eduardo dirigia sem carteira e era indocumentado. Os agentes do Departamento de Imigração (ICE) foram acionados e o jovem foi preso. Na tentativa de tentar saber notícias do filho, Maria Nara também foi autuada e as autoridades colocaram-lhe um monitor GPS em um dos tornozelos.

. Não tem “problema”:

Maria Nara relatou que foi instruída pelas autoridades americanas a ir à cidade de Manchester na sexta-feira (3) para obter mais informações sobre o filho. O companheiro da brasileira, um imigrante turco portador do green card, tentou obter mais detalhes sobre o jovem, mas foi informado pelos agentes que eles forneceriam detalhes sobre o caso somente aos pais ou irmãos de Eduardo.

“No local do acidente, não me falaram nada, disseram que era para eu ir a Manchester no dia seguinte de manhã para obter informações do meu filho. (Eu) fui com o meu companheiro, de origem turca, mas que é legal aqui e ele tentou obter informações sobre o Eduardo para mim, mas como ele não é o pai, se recusaram a informar dizendo que somente dariam informações do caso para os pais ou irmãos. Ao informar que eu era ilegal e estava com medo de me apresentar, os oficiais disseram-lhe que ‘não teria problema’, que eu podia comparecer para saber do meu filho”, disse ela.

“Ao subir (no prédio), me disseram para ficar tranquila que eu iria sair de lá com o meu filho e me levaram até uma sala, onde eu achei que iria finalmente encontra-lo. Para a minha surpresa, eles registraram as minhas (impressões) digitais, anotaram o meu endereço e telefone e me colocaram uma tornozeleira. Eles mentiram para mim. Saí de lá sem o meu filho, sem nenhuma informação sobre ele e com tornozeleira. Com essa situação, aprendi que não devemos confiar nos agentes do ICE”, acrescentou.

. Alerta aos jovens:

Ainda abalada, Maria Nara alertou a comunidade, especialmente os jovens indocumentados,  a não dirigirem sem a carteira de motorista. “Eu gostaria de alertar a população, principalmente os jovens, que tome muito cuidado. Não estou querendo apavorar ninguém, mas a situação está difícil no momento para nós imigrantes ilegais. Não dirijam se não for realmente necessário, revisem o carro, não passe do ‘speed’ (velocidade). Tente fazer o possível para que a polícia não os aborde. Dirigir sem carteira agora é crime; eles chamam o ICE”, disse ela.

“Aos jovens peço calma, escutem seus pais, deixem as baladas e as festas um pouco. Vamos esperar essa situação de deportação ser resolvida. Meu filho não me ouviu, foi atrás da conversa de amigos. (Ele) fez um favor a um amigo e agora está lá; preso. Por favor, escutem seus pais. Não quero que ninguém sofra o que eu e o meu filho estamos sofrendo”, acrescentou.

. Campanha beneficente:

Para arcar os custos com fiança e a contratação de um advogado de imigração, foi lançada na quinta-feira (2) por Gabriella Aragão, também moradora em Framingham, a campanha beneficente no website GoFundMe.com: https://www.gofundme.com/pqadv-ajude-o-eduardo-loch, em nome do jovem. O objetivo é arrecadar US$ 2.500. Até tarde de quinta-feira (15), haviam sido arrecadados US$ 665.

 

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