Brasileiro pula muro na fronteira e é preso pela imigração nos EUA

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“Meus filhos achavam que o pai deles havia morrido”, disse Wellington Waldecy de Oliveira Aleixo

Wellington Waldecy de Oliveira Aleixo ficou 3 meses detido numa penitenciária em Houston (TX)

Desempregado e desiludido com a crise econômica crônica que assola o Brasil, em setembro do ano passado, Wellington Waldecy de Oliveira Aleixo, de 28 anos, casado, natural de Sorocaba (SP), decidiu de qualquer jeito vir à busca do sonho americano. Informando somente os parentes mais próximos, ele comprou uma passagem aérea de São Paulo para Tijuana, México, e pulou clandestinamente um muro na fronteira com os EUA. Entretanto, ele foi preso por patrulheiros americanos e ficou 3 meses detido numa penitenciária no país enquanto aguardava a deportação para o Brasil. As informações são do jornal O Estado de São Paulo. O objetivo dele era chegar à cidade de San Diego (CA).

Wellington é pai de 3 filhos e trabalhava como gari numa empresa na cidade onde morava, antes de ser demitido e tentar entrar clandestinamente nos EUA. Através da internet, ele pesquisou formas de cruzar a fronteira, mas não contava com a vigilância ostensiva na região e que compartilharia uma cela com 70 detentos, alguns deles perigosos, em Houston (TX), até ser deportado.

Durante a viagem até Tijuana, Aleixo relatou que havia mais 5 brasileiros no avião e que eles também tentavam entrar clandestinamente nos EUA. Eles pularam uma cerca de aproximadamente 2 metros e passaram por uma barreira metálica, antes de serem presos no lado americano.

“A gente não contava com tanta vigilância no lado americano. Era patrulha a pé, a cavalo e de helicóptero a todo o momento. Não achamos jeito de chegar a San Diego”, relatou ao O Estado.

Além disso, as temperaturas escaldantes no deserto durante o dia e o frio à noite fizeram com que o brasileiro temesse pela própria vida. No desespero, ele detalhou que chegou a urinar num saco plástico e beber para se manter hidratado.

Wellington somente conseguiu telefonar para a família em meados de dezembro, depois que um guarda de origem latina autorizou que ele fizesse uma ligação. Felizmente, um irmão dele atendeu e, então, pôde relatar onde estava e o que havia acontecido.

“Meus filhos achavam que o pai deles havia morrido”, disse ele ao O Estado.

Três dias antes do Natal, Aleixo e mais 2 brasileiros foram embarcados em um voo com destino a São Paulo. Desiludido, ele comentou que permanecerá no Brasil ao lado da família e que havia desistido de tentar o sonho americano.

 

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