Brasileiros clonam cartões e pena pode chegar a 30 anos de prisão

Foto7 Lulio Lopes da Silva e Anderson Santos Brasileiros clonam cartões e pena pode chegar a 30 anos de prisão
Júlio Lopes da Silva, de 38 anos, e Anderson Santos, de 41 anos atuavam na Geórgia

Júlio Lopes da Silva pode ser condenado a até 30 anos de prisão, enquanto Anderson Santos tem pena obrigatória de 2 anos

Dois brasileiros que usaram informações de contas bancárias de clientes obtidos por um dispositivo de clonagem de caixas eletrônicos assumiram a culpa em um tribunal federal. Os réus Júlio Lopes da Silva, de 38 anos, se declarou culpado da acusação de conspirar para cometer fraude bancária, enquanto Anderson Santos, de 41 anos, se declarou culpado da uma acusação de roubo de identidade com agravantes, no Tribunal Distrital em Brunswick (GA), informou o procurador Bobby L. Christine. Silva pode ser condenado a até 30 anos de prisão, enquanto Santos tem pena obrigatória de 2 anos. Não há liberdade condicional no sistema federal de justiça.

Os brasileiros foram citados em setembro num processo que inclui 6 acusações pela participação em um esquema que envolvia colocar dispositivos de leitura de cartões em caixas eletrônicos para capturar informações de clientes e depois usar essas informações para codificar cartões em branco para sacar dinheiro das contas das vítimas. Depois que a dupla foi presa, em 3 de dezembro de 2017, em Savannah (GA), a polícia vasculhou um hotel em Port Wentworth (GA), onde os dois estavam hospedados, e descobriu equipamentos de clonagem (skimming, em inglês) e quase US$ 20 mil em dinheiro.

. Outros casos:

O caso de Júlio e Anderson é similar a outros ocorridos no litoral do estado, ou seja, todos envolvendo estrangeiros que operam aparelhos ilegais de clonagem. O romeno Adrian Burloiu, de 39 anos, declarou-se culpado em 11 de dezembro de 2018 por possuir 15 ou mais dispositivos de acesso não autorizados e pode pegar até 10 anos de prisão. Em março, Yosvel Licor Nunez, de 36 anos, foi condenado a 1 ano e 6 meses de prisão; Yampiel Granja Sotolongo, 35 anos, foi condenado a 2 anos e 3 meses e Yoisel Pego Mirabal, de 32 anos, foi condenado a 2 anos e 2 meses por participar de um esquema de clonagem que roubava informações de clientes em postos de gasolina. Todos os três homens são cubanos.

Os casos foram investigados pelo Serviço Secreto dos Estados Unidos com o Departamento de Polícia de Rincon, o Departamento de Polícia de Savannah, o Departamento de Polícia de Port Wentworth, o Departamento de Polícia de Richmond Hill e o Gabinete do Procurador dos EUA.

“Esses casos demonstram o sucesso de investigações cooperativas de agências federais e locais que se uniram contra aqueles que tentaram lucrar com fraudes e roubo”, disse o promotor do Distrito Federal da Geórgia, Bobby L. Christine. “Os orgãos de segurança e promotores públicos encontrarão esses criminosos, não importando a nacionalidade, e nós os mandaremos para a prisão”.

“Uma das principais prioridades para o Serviço Secreto continua sendo o combate a crimes relacionados a computadores perpetrados por criminosos domésticos e internacionais que fraudam o sistema financeiro dos EUA”, disse o agente do Serviço Secreto, Glen Kessler. “O Serviço Secreto, com seus muitos parceiros e policiais em todo o mundo, continua a combater esses crimes com sucesso atuando com especialistas de todos os setores afetados para atualizar e adaptar constantemente nossos métodos investigativos”.

“O Serviço Secreto assumiu o papel de liderança no combate a esses tipos de crimes e continuaremos a colocar uma forte ênfase na prevenção e educação com instituições financeiras, parceiros e policiais”, acrescentou Kessler

As instituições financeiras que buscam informações adicionais sobre esse tipo de fraude devem acessar o website www.secretservice.gov e pedir para falar com o representante da Electronic Crimes Task Force.

 

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