Brasileiros que perderam filha afogada criam ONG de amparo às famílias

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Ester, Alex e Nicolas Delgado formaram um conjunto musical que realizará apresentações em hospitais, igrejas, escolas e outros locais públicos na Flórida
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Os pais de Susan Delgado, de 2 anos, criaram o projeto beneficente “Susan Forever”

Em 2017, Susan Delgado, de 2 anos, morreu afogada na piscina da casa da família, em Orlando (FL)

O número de afogamentos de crianças de até 5 anos na Flórida aumentou 38% entre 2016 e 2018. No Brasil, mortes na água são a segunda maior causa de óbitos entre crianças de 1 a 4 anos, conforme Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático. O casal brasileiro que perdeu a filha na piscina de casa em Orlando-FL, percorrerá os EUA, começando pela Flórida, com projeto social que leva o nome da menina. As informações são do jornal Brazilian Times.

Para tentar mudar essa triste estatística, Alex e Ester Delgado, que perderam a filha Susan, de apenas dois anos, na piscina de casa em Orlando (FL), em 2017, decidiram criar um projeto social de amparo e informação às famílias que vivenciam o mesmo drama. O projeto, que leva o nome da filha do casal, não tem fins lucrativos e vai unir a paixão da família pela música, pois Alex, Ester e o filho Nicolas são músicos profissionais, como forma de lutar pela prevenção de afogamentos.

. Susan Forever Project:

Formando um conjunto musical, o casal realizará apresentações em hospitais, igrejas, escolas e outros locais públicos da Flórida e pretendem seguir para outros estados americanos. A proposta é levar canções de conforto, mas também palavras de orientação e homenagens às vidas perdidas na água. A ideia é usar os sons para confortar o coração e apresentar todas as estatísticas e testemunhos que coletaram para chamar atenção ao assunto.

“Nossa Susan nunca mais voltará, mas queremos manter vivo tudo aquilo que ela nos ensinou nos dois anos de vida que esteve conosco. Doçura, alegria, disposição, abraços, afagos e união familiar são a essência desse projeto, mas acima de tudo queremos disseminar conhecimento e com a nossa experiência permitir que outras crianças possam ser salvas a tempo e viver intensamente, assim como nossa filha viveu em sua curta passagem”, detalha Alex Delgado.

Alex explica que na Flórida, para se ter uma compreensão do problema, o número anual de mortes de crianças de até cinco anos de idade na região daria para lotar quatro salas de aula. “O projeto ‘Susan Forever’ será uma organização orientadora, com foco na prevenção e também na recuperação de familiares que perderam seus entes queridos”, elucida. Os autores do Susan Forever também convidam a sociedade a participar da prevenção a esse tipo de acidente.

Informações e dicas sobre os primeiros socorros e outras medidas de segurança estão disponíveis no website oficial do projeto. Alex e Ester Delgado ainda divulgam estatísticas sobre o tema e opiniões de parentes de vítimas por meio de suas redes sociais.

. Como ajudar?

O Susan Forever vai iniciar no fim de 2019, mas já vem conquistado apoio de muitas empresas e pessoas físicas dos Estados Unidos, Portugal, Brasil e Inglaterra, todos unidos pela mesma causa e, muitas vezes, dor. “Perder um filho é uma dor lacerante e persistente. Não queremos que ninguém no mundo passe por essa dor, e, no que depender de nós, faremos tudo para ajudar salvar o máximo de vidas de crianças indefesas e inocentes”, motiva o pai de Susan.

Ele lembra que mais de 80% das mortes acidentais de crianças por afogamento são relacionadas a algum tipo de negligência dos responsáveis, portanto todo cuidado é pouco. Um minuto de distração pode ser a diferença entre a vida e a morte. Estudos apontam que uma criança com até 30 quilos, por exemplo, leva cerca de 30 segundos para se afogar, então cada instante conta. Por vezes, a vítima não chega a falecer, mas pode acabar com sequelas que perduram pelo resto de sua existência. Perdi uma criança por afogamento.

.Como ajudar?

Como pais que passaram pela pior das experiências, Alex e Ester Delgado sabem que a morte de um ser tão novo e inocente provoca dores irreversíveis. Não existe substituto para um filho ou uma filha. Eles aprenderam, contudo, que se afastar da questão pode ser ineficiente, então nos últimos dois anos de luto, encontraram no amor da família pela música e em pessoas que conheceram após falecimento de Susan um caminho para seguir adiante. E esse caminho é a luta pela sobrevivência de outros pequenos.

O casal, autor do projeto, pretende criar uma ampla rede de apoio e debate sobre o assunto junto às comunidades americana, brasileira e hispânica residentes no exterior. “O ideal é que estejamos todos juntos para poder trocar experiências e buscar um alívio dessa dor coletivamente. Se conectar com uma rede de apoio vai fazer toda a diferença”, explica Alex Delgado.

. Informações:

Projeto Susan Forever

@susanforever

Susan Forever Project

[email protected]

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+44 73 8080 8501 WhatsApp

 

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