Briga por abrigo de veteranos no Ironbound vai parar no tribunal

Foto19 Predio na Van Buren e Elm Streets Briga por abrigo de veteranos no Ironbound vai parar no tribunal
O prédio em disputa fica na esquina das ruas Van Buren e Elm Street, no bairro do Ironbound

A IFS quer construir um centro de atendimento a veteranos de guerra no coração do bairro, em Newark

Uma agência multi-serviço em Irvington não desistiu de sua luta para abrigar veteranos sem-teto no bairro do Ironbound, em Newark. A Independence: A Family of Services Inc. (IFS) entrou com uma ação judicial em um tribunal federal acusando a Prefeitura de Newark e o Central Planning Board de discriminação contra veteranos. O processo foi iniciado depois que o Conselho Municipal rejeitou a solicitação da companhia em abril.

O processo, aberto no mês passado, alega que os veteranos, alguns com problemas de saúde, incluindo: Transtorno pós traumático por estresse traumático, pertencem à categoria protegida pelo Ato de Habitação Justa para Moradores e o Ato de Proteção aos Americanos com Deficiência e Reabilitação.

Na ação, a IFS alega que o Conselho de Planejamento “não tinha base jurídica” para negar seu projeto que visa abrigar veteranos em um edifício na esquina das ruas Van Buren e Elm, no coração do bairro do Ironbound. Na proposta, os veteranos viveriam no prédio de três andares por 60 a 90 dias e receberiam ajuda para encontrar moradia permanente. Durante a estadia, eles também receberiam aconselhamento sobre saúde mental comportamental e habilidades profissionais para viverem de forma independente.

“A decisão do conselho não se baseou no mérito do pedido”, disse a presidente da IFS, Margaret Woods. “Não sei o que o Conselho de Planejamento estava pensando. Sentimos que não tínhamos recursos a não iniciar um processo”.

Woods disse que a localização do prédio é permitida, mesmo que as variações precisem ser aprovadas para sua operação. Entretanto, o Vereador Augusto Amador e moradores no entorno destacam que o prédio fica em frente a um jardim de infância, próximo à uma bodega, o Independence Park e o East Side High School, que são frequentados diariamente por adolescentes e crianças de todas as idades.

Margaret rebateu que a IFS usou o prédio para outros programas ao longo de 50 anos. “Essas reformas deveriam ter sido feitas porque é uma condição do edifício que não podemos corrigir, a não ser se destruirmos o prédio”.

A questão tem sido contenciosa desde o início, quando os moradores foram ouvidos pela primeira vez em 2017, no mês de setembro. Os moradores disseram que não são contra os veteranos, mas se preocupam com aqueles sofrem de transtornos mentais (TEPT), dizendo que o prédio fica do outro lado da rua de uma pré-escola e fica a poucos quarteirões da East Side High School. Eles questionaram se a instalação seria apenas para veteranos e queriam saber o que aconteceria com os veteranos se a IFS não conseguir encontrar moradia permanente para eles em 60 a 90 dias.

Uma reunião subsequente foi realizada este ano, mas os moradores ainda não estavam convencidos, pois discordaram de um estudo de um engenheiro contratado pela IFS de que havia amplo estacionamento na área. Além disso, o Painel de Planejamento também não se convenceu, votando contra o plano: 8-0.

Amador reconhece a necessidade de serviços veteranos, mas ele ainda mantém que o prédio da IFS não é adequado para o que a agência quer fornecer. “Minha posição não mudou”, disse Amador. “Eu não acho que este seja o lugar para o programa. Não é certo para eles (IFS) ir contra a vontade da comunidade”.

Paula Vieira, moradora de Ironbound, concorda com Amador e não está satisfeita com o fato da IFS ter tornado isso disputa judicial. Ela rejeita a alegação de discriminação da agência, dizendo que a IFS não apresentou um plano confiável no qual os moradores pudessem apoiar. “Eles foram ao Conselho de Planejamento e o povo disse ‘não”, falou Vieira. “Por que você iria contra as pessoas? Isso é desrespeitoso. Somos todos a favor dos veteranos, mas esse plano não é para veteranos”.

Woods também não recuou, dizendo que há apoio do posto dos Veteranos de Guerras Estrangeiras (VFW), no Ironbound. Ela disse que a decisão do Conselho prejudicou os veteranos sem-teto. “É injusto dizer que os veterinários não são dignos de viver ao seu lado”, concluiu.

 

 

 

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