Bush defende presença de imigrantes nos EUA

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“Os americanos não querem colher algodão em 105º graus (40.5º Celsius), mas existem pessoas que põem comida nas mesas das famílias deles e que estão dispostas a fazer isso”, disse Bush

O ex-presidente republicano também elogiou o relacionamento dos EUA com o México

Na quinta-feira (8), o ex-presidente George W. Bush disse que os EUA precisam “receber” os imigrantes e agradecê-los por fazerem “os trabalhos que os americanos não fazem”.

“Os americanos não querem colher algodão em 105º graus (40.5º Celsius), mas existem pessoas que põem comida nas mesas das famílias deles e que estão dispostas a fazer isso”, disse Bush a The Associated Press. “Nós devemos dizer obrigado e recebe-los bem”.

Discursando durante uma conferência em Abu Dhabi, o ex-presidente republicano criticou a abordagem do Presidente Donald Trump com relação ao Deferred Action for Childhood Arrivals (DACA), o qual protege da deportação os imigrantes indocumentados trazidos aos EUA ainda na infância. Esses jovens também são popularmente conhecidos como “Dreamers”.

“A América é o lar deles”, disse Bush.

Trump, que consistentemente tem pressionado a favor de medidas austeras nas imigração, anunciou em setembro de 2017 que ele cancelaria o DACA, dando ao Congresso 6 meses para a aprovação de uma lei que proteja definitivamente os Dreamers.

Com a aproximação do prazo, 5 de março, os legisladores ainda trabalham num acordo que satisfaça as exigências de Trump da liberação de verba para a construção de um muro ao longo da fronteira com o México e outras medidas de aumento da segurança. A administração Trump divulgou em janeiro uma proposta que inclui a possibilidade de obtenção da cidadania para quase 2 milhões de imigrantes indocumentados, ou seja, mais de o dobro dos 700 mil Dreamers beneficiados pelo DACA.

Bush disse na quinta-feira que o sistema migratório dos EUA está “quebrado” e, portanto, precisa ser consertado, reconhecendo que tentou, mas sem obter sucesso. Além disso, ele elogiou o relacionamento dos EUA com o México.

“É importante para a nossa economia, assim como é importante para as nossas almas que o sistema migratório funcione bem”, comentou. “Eu vejo como o relacionamento vital para a nossa economia e estabilidade. Nós temos que manter a segurança nas fronteiras e ao mesmo tempo cumprir as nossas leis”.

 

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