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Imigrantes preocupam-se com cobertura médica nos Estados Unidos

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Desde a reforma no sistema de saúde estadual em 2006, Massachusetts oferece seguro de saúde subsidiado a residentes permanentes de baixa renda. Mas, enquanto o Governo Federal limita para o benefício a imigrantes legais que vivem no país no mínimo 5 anos, o futuro é incerto para os recém chegados.

Esse grupo inclui 30 mil residentes, com US$ 130 milhões para o Governador Deval Patrick administrar o sistema de saúde durante seu orçamento inicial. Entretanto, com a queda na arrecadação estadual e falta de apoio federal, a legislatura cortou o patrocínio.

Os legisladores já ofereceram US$ 40 milhões em um pacote de gastos à parte, entretanto, a questão ainda não foi decidida com Patrick, que busca a quantia de US$ 70 milhões. O assunto continua preocupando residentes permanentes e solicitantes de asilo nos EUA.

“Isso é algo que realmente nos preocupa”, disse a Dra. Milagros Abreu, fundadora e diretora do Latino Health Insurance Program em Framingham. “Não sabemos o que acontecerá com essas pessoas”.

Abreu disse que sua organização tem sido inundada com ligações telefônicas  e visitas de imigrantes ansiosos em busca de informação, especialmente nos casos de doenças crônicas. Mudanças nas coberturas, disse ela, poderiam levar a mais visitas aos setores de emergência, conseqüentemente, prejudicando o programa Health Safety Net.

“Em longo prazo, será mais caro para todo mundo”, disse ela.

Em Framingham (MA), município que possui uma expressiva comunidade brasileira, 428 imigrantes estão em risco, aproximadamente um terço dos residentes na cidade que recebem coberturas de saúde do Commonwealth. Em Waltham são 309, Marlborough são 181 e Milford são 87.

Residente em Northborough, a brasileira Silvia Oliveira está entre aqueles que querem ver o que vai acontecer. Ele mudou-se aos EUA para aprender inglês, posteriormente, casando e aplicando com sucesso para a residência permanente junto com seu marido.

Oliveira, diagnosticada com depressão pós parto, disse que estava disposta a pagar um pouco mais, mas teme que mudanças mais profundas no seguro de saúde seriam injustas, pois o casal paga seus impostos em dia.

“Se tivermos que pagar um pouco mais, nós compreendemos”, disse ela. “Não queremos tudo de graça, mas esperamos que esse Governo faça alguma coisa pela gente. Não é justo”.

O Estado não poderá fazer mudanças nas coberturas médicas antes de 1 de setembro, pois seu departamento Health Connector ainda não sabe quais serão os cortes  e ainda está avaliando as opções, disse a porta-voz Joan Fallon.

Caso alguns beneficiários percam coberturas, alguns deles podem ser elegíveis para o MassHealth, embora nem todos os médicos aceitem esse seguro de saúde. O resto teria acesso às salas de emergência, mas não para clínicos gerais, através do Health Safety Net, um programa que também cobre imigrantes ilegais.

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