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Produtor suspeito em morte de brasileira retorna aos EUA

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image O casal Bruce e Mônica Beresford Redman estava em uma viagem, durante a qual tentavam salvar a relação que aparentemente atravessava uma crise

Bruce Beresford Redman retornou ao Condado deLos Angeles, Califórnia, entretanto, tinha o seu passaporte confiscado e havia sido proibido de deixar o México

O ex-produtor do reality show “Survivor” que está sendo procurado no México para ser interrogado sobre a misteriosa morte de sua esposa, está de volta aos Estados Unidos, anunciou seu advogado. Bruce Beresford Redman retornou ao Condado de Los Angeles, Califórnia, para “estar com seus filhos e resolver questões familiares e pessoais”, comentou o advogado Richard Hirsch através de um comunicado.

Hirsch acrescentou que o produtor não foi acusado do crime e não possui obrigação legal de permanecer no México enquanto as autoridades mexicanas investigam a morte de sua esposa, a carioca Mônica Beresford Redman, cujo corpo foi encontrado no interior de uma fossa séptica do balneário Moon Palace em Cancún, em abril desse ano.

“Ele está arrasado pela perda de sua esposa, melhor amiga e mãe de seus filhos”, disse Hirsch.

Entretanto, o produtor teve o seu passaporte confiscado e foi proibido de deixar o México. A polícia local o considerou suspeito. Não foi descoberto como ele deixou o país sem o passaporte.

Na última segunda-feira, 22 de maio, o vice-promotor de Justiça da jurisdição de Quintana Roo, Rodolfo Garcia Pliego, região onde ocorreu o crime, denunciou à imprensa que o órgão consular norte-americano negou-se a colaborar com as duas solicitações enviadas por escrito para que fosse facilitada a apresentação de Bruce Beresford Redman perante à promotoria mexicana.

“Fizemos um pedido expresso ao consulado para a apresentação de Bruce Beresford e eles não responderam”, disse Pliego, acrescentando que o Cônsul Honorário dos Estados Unidos havia comprometido-se a apresentá-lo perante a Justiça “quantas vezes fossem pedidas”. Entretanto, os dois pedidos de comparecimento de Beresford não foram atendidos. “E nos dizem, baseando-se no Tratado de Viena, que eles não têm a obrigação de custodiar as pessoas”, comentou.

O promotor público mexicano frisou que esse mesmo tratado internacional determina que “caso um estrangeiro esteja implicado em um crime, os representantes consulares devem atuar juntos com as autoridades locais para a localização imediata da pessoa envolvida”.

 Rodolfo Garcia, promotor público interino do estado de Quintana Roo, disse na última sexta-feira (21) que os investigadores tentaram duas vezes convocar para interrogatório o produtor de televisão, mas que não foi possível localizá-lo.

As autoridades pediram ao Consulado dos EUA em Merida, outra cidade localizada na península do Yucatan, para “apresentar” Bruce Beresford Redman, entretanto, foram informados que ele não se encontrava sob custódia da missão diplomática, disse Garcia.

A família da vítima, Mônica Beresford Redman, criticou os investigadores mexicanos no início de maio, alegando que está demoraram muito para encontrar o criminoso. Eles expressaram a preocupação de que o marido da brasileira deixasse o México ou que o caso nunca fosse resolvido se passasse tempo demais. As autoridades mexicanas disseram que ainda aguardam os resultados de testes forenses e que não se influenciariam pela pressão feita por familiares da vítima.

Investigadores detalharam que o corpo da brasileira apresentava marcas de estrangulamento e a evidência de uma forte pancada na têmpora direita. Os promotores públicos disseram que Bruce Beresford Redman comunicou o desaparecimento de sua esposa 2 dias antes que seu corpo fosse encontrado. Investigadores disseram que o produtor disse à polícia que ele havia visto sua esposa pela última vez quando ela deixou o luxuoso balneário para fazer compras e nunca retornou.

O produtor de TV possui representação legal nos Estados Unidos e México, disse Hirsch.

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