Christie quer que Rutgers cultive maconha medicinal em NJ

Alegando preocupação com a segurança, a administração do governador republicano visa conceder exclusividade no cultivo e distribuição da droga no Estado Jardim

A administração do Governador Chris Christie anunciou que o centro de agricultura da Rutgers University deveria cultivar toda a maconha medicinal que os hospitais utilizarão, segundo o programa de cultivo de maconha medicinal. Caso os legisladores concordem com a administração e complementem a lei aprovada em janeiro, New Jersey seria o primeiro entre os 14 estados que cultivam maconha para fins medicinais e mantém um sistema centralizado de distribuição e produção. As mudanças propostas representam um programa ainda mais restrito, além daquele que já é considerado o mais conservador do país. Além disso, ele elimina a opção de cultivadores e distribuidores particulares envolverem-se em negócios do Estado.

A possibilidade da existência de um cultivador único que distribuía a erva aos hospitais diminuiria uma das principais preocupações de Christie: a segurança. Entretanto, críticos disseram que o Governador está interferindo sem necessidade em um estado onde pelo menos 5 mil residentes necessitam da droga para aliviar dores e sofrimento.

Roseanni Scotti, diretora executiva do Drug Policy Alliance of New Jersey, disse ter ouvido “rumores” sobre o Estado querer envolver a Rutgers e hospitais. Ela detalhou preferir que a administração seja fiel ao projeto de lei que demorou anos para ser aprovado.

“Por que voltar à mesa de planejamento, especialmente quando pessoas seriamente doentes estão esperando?” Questionou ela. Scotti acrescentou que as mudanças limitariam o crescimento econômico da indústria da maconha medicinal.

“Inúmeras pessoas responsáveis e respeitáveis tomaram uma posição”, disse ela. “Pensei que a administração Christie devesse ser favorável aos negócios”.

O Senador Nicholas Scutari (D-Union), um dos primeiros apoiadores do projeto de lei, disse na última quinta-feira (17) que representantes estaduais do Departamento de Saúde aproximaram-se dele buscando a mudança da lei, a qual ele não especificou. Ele descreveu as mudanças buscadas por Poonam Alaigh, comissário do Departamento de Serviço de Saúde & Idosos, como “interessantes”, mas que precisam ser avaliadas mais detalhadamente.

Scutari disse que entende que Christie “quer garantir o controle máximo, pois, uma vez que o gato saia do saco será difícil pô-lo de volta. Mas não quero que isso se torne restrito demais. Não estaremos distribuindo veneno”.

Ele também planeja apresentar um projeto de lei nesta segunda-feira (21) que permita ao Departamento de Saúde 90 dias adicionais, de outubro a janeiro, para determinar as regras e dar início ao programa. A administração Christie tem tentado atrasar em 1 ano o lançamento do programa.

“O Departamento ainda está analisando inúmeros detalhes complexos que permitirão o lançamento de um programa mais seguro e efetivo para aqueles pacientes que qualificarem”, disse Donna Leusner, porta-voz do Departamento de Saúde.

O membro da Assembléia Estadual, Reed Gusciora (D-Mercer), outro apoiador principal do projeto de lei, disse que “apoiava, se essa fosse a maneira com que os outros legisladores preferiam agir”.

Ele acrescentou apreciar a “oportunidade acadêmica que a Rutgers teria de desenvolver tecnologias de ponta no cultivo da maconha medicinal no tratamento de doenças crônicas”.

Bob Goodman, diretor executivo da Estação Experimental Agricultora em New Jersey da Rutgers, evitou comentar o assunto. Em março, Goodman confirmou ter sido contatado pelo Estado na tentativa de formar uma parceria com relação ao programa de cultivo de maconha medicinal.

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