Brasileiros são acusados de estuprar adolescente durante cruzeiro no Caribe
Luiz Antônio Scavone Neto, de 20 anos, e um adolescente de 15 anos, enfrentam a acusação de estuprarem uma jovem de 15 anos a bordo de um navio da Royal Caribbe
Uma adolescente de 15 anos, que participava de um cruzeiro com a família a bordo do navio Allure of the Seas, da companhia Royal Caribbean, acusou dois passageiros de estupra-la durante a viagem. Luiz Antônio Scavone Neto, de 20 anos, e um jovem de 15 anos, cujo nome não foi divulgado devido sua idade, enfrentam a acusação de terem atraído a adolescente de um clube noturno para adolescentes no navio para uma cabine, onde ocorreu o ataque.
Os suspeitos foram detidos ainda a bordo e transferidos para custódia policial quando a embarcação chegou a Port Everglades, no sul da Flórida, na terça-feira (3).
O diário South Florida Sun Sentinel publicou que a vítima e seus familiares, naturais de Iwoa, embarcaram em Fort Lauderdale em 25 de dezembro para um cruzeiro de 10 dias para St. Thomas, St. Maarten, St. Kitts e Haiti a bordo do navio Allure of the Seas, da companhia Royal Caribbean.
A jovem disse à polícia que conheceu o brasileiro de 15 anos na última noite do cruzeiro no clube noturno para adolescentes chamado “Fuel” (Combustivel) e que ele a convidou para uma festa particular em sua cabine, onde Scavone estava esperando. Segundo o boletim de ocorrência policial, os dois brasileiros não deixaram que a vítima saísse da cabine e a estupraram.
A jovem comunicou imediatamente o incidente às autoridades a bordo, que alertaram o FBI. Ambos os suspeitos foram presos quando o navio atracou em Port Everglades.
Scavone enfrenta a acusação de abuso sexual. Na quarta-feira (4), ele compareceu ao Tribunal, onde o juiz determinou sua fiança em US$ 10 mil. O magistrado John Jay Hurley também determinou que Luiz entregasse seu passaporte brasileiro. Ele encontra-se detido na Penitenciária Geral do Condado de Broward, Flórida, enquanto aguarda uma ação por parte do Departamento de Imigração (ICE).
Segundo informações obtidas pelo Sentinel, o outro brasileiro enfrenta a acusação de agressão seguida de abuso sexual e foi encaminhado ao Juizado de Menores do Condado de Broward.
Cynthia Martinez, gerente da empresa Global Corporate Communications for Royal Caribbean, disse através de um comunicado que “a equipe de atendimento aos nossos clientes da Royal Caribbean ofereceram a jovem uma variedade de assistência, incluindo tratamento médico e aconselhamento”.
Ela acrescentou que a Royal Caribbean “continuará a apoiar as autoridades durante as investigações”.
As leis marítimas internacionais determinam que as companhias devem fazer o máximo possível para garantir a segurança de seus passageiros, entretanto, cada país possui sua própria versão das leis em alto-mar, portanto, sendo difícil determinar qual delas será levada em consideração. Não existe lei federal que abranja estupro em alto-mar.
Este não é o primeiro caso de abuso sexual ocorrido recentemente durante um cruzeiro. O incidente aconteceu uma semana depois que um funcionário da empresa Carnival Cruise Lines foi acusado de estuprar uma adolescente de 14 anos que viajava de férias com sua família. O suspeito Kert Clyde Jordan, de 35 anos, natural de Granada, que trabalhava como garçom na empresa Carnival Liberty, baseada em Miami (FL), foi acusado de manter relações sexuais com uma jovem menor de 16 anos.
Um comunicado emitido pela Promotoria Pública dos Estados Unidos alegou que Jordan manteve relações sexuais com vítima quando o navio estava em águas internacionais, em 4 e 5 de novembro.
Aproximadamente 10 dias antes, Dylan Cole Bloodsworth, de 19 anos, natural do Alabama, foi sentenciado a 10 anos de prisão por estuprar uma menina de 13 anos de idade a bordo de um cruzeiro da Carnival no México, onde ela passava férias com sua família.



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