Prisão de brasileiro por homicídio era “tragédia anunciada” no Ironbound
Rodrigo Silva, de 28 anos, está detido na Penitenciária do Condado de Essex sob a fiança no valor de US$ 1 milhão
Policiais do Departamento de Polícia de Newark prenderam na quarta-feira (1) o imigrante brasileiro Rodrigo da Silva, de 28 anos, acusado de matar a tiros o imigrante mexicano Augustino Navarette, de 30 anos, e ferir o irmão da vítima no bairro do Ironbound, em Newark (NJ). A vítima foi levada ao Hospital Universitário de New Jersey (UMDNJ), onde morreu 6 horas após ter dado entrada, informou Anthony Ambrose, chefe dos detetives do Condado. A prisão do suspeito foi anunciada pela Promotoria Pública do Condado de Essex.
Segundo fontes, Augustino foi fatalmente alvejado no rosto e seu irmão levou um tiro na mão, quando tentava defende-lo. Moradores colocaram velas, balões coloridos e flores no local crime. As autoridades ainda investigam as causas do trágico incidente.
Ainda conforme fontes, Rodrigo imigrou para os Estados Unidos na infância, com seus familiares. Ele foi preso às 12 e meia da tarde e enfrenta as acusações de homicídio e porte ilegal de arma.
Navarette foi assassinado a tiros na entrada do prédio onde morava, na Elm Street, no coração do bairro do Ironbound, onde se concentra a população de língua portuguesa na maior cidade de New Jersey.
A prisão do imigrante surpreendeu inúmeros membros da comunidade brasileira no Ironbound, entretanto, outros residentes, aparentemente, não se impressionaram tanto assim. No portal online do BV, diversos leitores deixaram várias mensagens relatando incidentes anteriores envolvendo Rodrigo da Silva:
“Sou mãe e espero em Deus que ele seja inocente, pois outro dia este rapaz era um menino e hoje está aí nas mãos da polícia. Vamos orar por ele para que Deus o liberte do mundo das drogas. Vamos orar para que Deus te proteja (Amém)”, escreveu a internauta Tônia Zarro.
“É muito chato, estou chocado, esse rapaz estava realmente descontrolado discutiu comigo no Pão de Queijo da Ferry (St.) uma semana atrás. Ele estava com outro individuo que tentou roubar o meu celular ao mesmo tempo em que o próprio Rodrigo mexeu com a minha filha que estava estacionando o meu carro na frente do Pão de Queijo, enquanto eu aguardava um lanche pra mim e ela. Quando eu percebi, fui lá fora e gritei com ele, que já estava forçando o vidro do carro quando minha filha tentava se livrar da agressão. Quando gritei, ele veio furioso em minha direção e o outro também, então, perguntou se eu era brasileiro e pediu desculpas em seguida. Eu o desculpei e eles, então, saíram. Minutos depois, parou uma viatura à porta e um dos policiais entrou perguntando por eles e se eles estavam incomodando alguém; contamos o acontecido. Eu ainda comentei que ele não estava bem e deveria ser internado antes que cometesse alguma loucura com alguém ou vice-versa. É óbvio que pessoas no estado emocional no qual ele se encontra são uma ameaça à sociedade, pois assim como ele existem muitos outros rondando pela cidade, tenham muito cuidado. Já viram que as providencias só estão sendo tomadas depois que há danos causados! Precisamos tomar muito cuidado”, relatou Naza Francisco Gomes.
“Esse cara nos pediu para comprar uma escova de dente no supermercado Emporium na Ferry (St.) alguns dias antes do (feriado) 4 de julho. Lamento muito, pois esse cara sofria de um grande distúrbio mental. Ele era usuário de drogas e eu mesmo não entendo como ele se manteve solto nas ruas por todo esse tempo. Olha, isso agora acabou desgraçando a vida de três famílias inteiras; as das vítimas e a dele. Vamos bater palmas para o sistema; não é gente?!”, postou Macley Eduardo Ortiz.
“O Rodrigo estava roubando muito em Newark; coitada da mãe dele que é uma pessoa trabalhadora e gente boa”, comentou Marlon Ferraz.
“Já estava mais que na hora de a polícia pôr as mãos nele”, postou Marcelo Arruda.
“É muito triste isso. Fico analisando o sofrimento dos familiares da vítima e do assassino. Fico imaginando uma mãe amamentar o bebê, sonhar coisas lindas e desejar um futuro cheio de coisas lindas e boas e depois ver seu filho em uma cadeia e a outra mãe ver seu filho assassinado. Que tristeza são as escolhas que as pessoas fazem quando crescem e não sabem usar o livre arbítrio. Que tristeza”, escreveu Só Festas Cleiva.
“Mais um f(...) da p(...), vagabundo, lixo, desgraçado, queimando o filme dos imigrantes”, desabafou Eddie Honda.
“Mas têm muitos ainda que devam ser presos aqui em Newark, que bebem e saem dando porrada em todo mundo nos barzinhos, que saem por aí dirigindo bem louco com droga na cabeça, roubando as pessoas de bem da sua própria comunidade. Enfim, tem que fazer uma limpa aqui em Newark mesmo, o que tem de desocupado só fazendo o que não presta nas ruas do Ironbound não está escrito no gibi. Parabéns à polícia e cana nele por muitos anos. Infelizmente quem vai sofrer é a família, pois um descabeçado desse aí não está nem aí pra nada mesmo”, postou Alan Assunção.
“Tem idiota que não pensa; esquece que não está no Brasil. É muito triste ver isto”, postou Anna Oliveira.
O réu também enfrenta as acusações de agressão com agravantes e porte ilegal de arma com relação à segunda vítima, informaram as autoridades.
Os investigadores não detalharam o motivo do crime. Silva está detido na Penitenciária do Condado de Essex sob a fiança no valor de US$ 1 milhão.
A Força Tarefa de Combate ao Crime e o Departamento de Polícia de Newark estão investigando as circunstâncias que levaram ao crime, ocorrido às 11:45 pm, em frente ao 249 Elm St., uma rua estreita e residencial que corta o Ironbound.
Na quarta-feira (1), inúmeros moradores comentaram não saber ou ter ouvido o tiroteio e acrescentaram que a área tem se tornado cada vez mais perigosa aos longos dos anos. O líder dos escoteiros, Victor Rainha, disse ao portal online NJ.com que cresceu na região e que muito da atmosfera nostálgica de comunidade esvaneceu ao longo dos anos. Ele detalhou que a participação das crianças no grupo de escoteiros cai consideravelmente durante o outono e inverno, pois os dias são mais curtos.
“Os responsáveis pelas crianças ou seus avós têm medo de sair às ruas no escuro”, comentou Rainha. “Eu acho triste porque foi aqui onde eu cresci”.
Residentes na 249 Elm St. detalharam que o crime ocorreu no interior do vestíbulo do imóvel de dois andares, mas evitaram dizer seus nomes. O sobrenome “Navarette” estava entre os três outros escritos na campainha do 2º andar.
Espera-se que a segunda vítima ferida durante o incidente se recupere, informou Ambrose.
Qualquer informação que, porventura, ajude nas investigações pode ser enviada através da hot line: 1(877) 847-7432 ou ao Departamento de Polícia de Newark: 1(877) NWK-TIPS.



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