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New York lança diretrizes de combate à fraude contra imigrantes ilegais

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image O plano de Cuomo envolve uma campanha envolvendo vários idiomas na mídia, programas comunitários e a mobilização de advogados em todas as regiões de New York

A ação visa minimizar o potencial de fraudes e práticas inescrupulosas em resposta à nova diretriz do Presidente Obama

A administração do Governador Andrew M. Cuomo lançará diretrizes que visam minimizar o potencial de fraude e práticas inescrupulosas em resposta à decisão do Presidente Obama em permitir que inúmeros imigrantes ilegais que chegaram ao país ainda na infância permaneçam no país sem o risco da deportação. O plano de Cuomo envolve uma campanha envolvendo vários idiomas na mídia, programas comunitários e a mobilização de advogados em todas as regiões de New York para ajudar os imigrantes a lidarem com a nova diretriz do presidente democrata, anunciada mês passado.

Alguns críticos da diretriz, que permitirá que milhares de jovens trabalhem e obtenham a carteira de motorista, além de outros documentos, a consideram um convite aberto para que pessoas inescrupulosas se intitulem “consultores de imigração” cobrem tarifas exorbitantes e burlem a lei.

Segundo o novo plano de Cuomo, anunciado na quinta-feira (26), New York patrocinará um grupo formado por advogados que trabalharam juntos à organizações em todo o estado para auxiliarem os imigrantes ilegais que qualificarem para a nova política e que buscam permissão federal para permanecerem legalmente no país. Entre outras exigências, os imigrantes devem ter entrado no país antes dos 16 anos de idade, estarem matriculados na escola e não possuírem antecedentes criminais.

O Departamento do Estado de New York separou a quantia de US$ 600 mil para o time de aconselhamento legal. Além disso, o governo estadual planeja estender sua hot line de auxílio aos imigrantes incluindo informações referentes à nova diretriz e direcionará as pessoas que buscam informações a atendentes que possam ajudar os jovens imigrantes.

“Eu acho que haverá uma tremenda tendência para a ocorrência de fraudes e esses jovens necessitam de bastante ajuda no que diz respeito aos documentos exigidos pelo governo federal”, disse César A. Perales, secretário do estado de New York. “Tornou-se claro para nós que essa será uma oportunidade de ouro para golpistas”.

Desde o pronunciamento de Obama, imigrantes em todo o país buscam informações sobre como aplicar sob a nova diretriz, mas todos devem esperar pois o Departamento de Cidadania e Serviços Migratórios dos Estados Unidos (USCIS) ainda não finalizou o sistema de aceitação e processamento das aplicações.

Estima-se que brevemente o USCIS comece a aceitar aplicações para a “ação analítica” (deferred action), como a diretriz é oficialmente chamada, a partir de 15 de agosto.

Angy Rivera, de 21 anos, que reside em Queens (NY) com a mãe e 3 irmãos, disse estar em dúvida se aplicará para o benefício. Embora cumpra as exigências da nova diretriz, ela teme se, caso rejeitada, a sua mãe, que entrou ilegalmente nos EUA vinda da Colômbia em 1993, poderá correr risco.

“O ‘deferred action’ é como um curativo”, disse ela. “Ele realmente não resolve o problema e, caso eu não o consiga, estarei pondo as informações de minha família lá. Isso não garante que a minha mãe não seja chamada. É uma situação difícil que faz as pessoas pensarem em tudo”.

O problema das fraudes migratórias é familiar a Cuomo, pois quando era promotor público geral em New York ele tornou prioridade o combate aos golpistas. Em 2009, ele ampliou as investigações envolvendo empresas e indivíduos suspeitos de práticas fraudulentas, culminando no indiciamento de mais de 50 pessoas e o fechamento da American Immigration Federation, um dos maiores provedores de serviços migratórios no estado, por preencher incorretamente formulários e utilizar advogados não credenciados.

“Não é suficiente dizer às pessoas: Tome cuidado, pois alguns indivíduos só querem o seu dinheiro”, disse Perales. “O que nós queremos dizer é que também provemos mecanismos alternativos. É isso que diferencia o que o estado de New York quer fazer daqueles que simplesmente desejam alertá-lo”.

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