Imigrante ilegal luta para ser registrado como advogado nos Estados Unidos
José Godinez Sampério, de 25 anos, graduou-se pelo New College, formou-se em Direito pela Universidade Estadual da Flórida e passou no exame realizado pela Ordem dos Advogados da Flórida (Bar)
Examinadores da Ordem dos Advogados da Flórida (Bar) dizem que um imigrante ilegal mexicano, aparentemente, qualifica para obter a licença de advogado, entretanto, espera a opinião da Corte Suprema do estado para tomar a decisão final. Inicialmente, o comitê negou o registro a José Godinez Sampério, mas mesmo assim perguntou aos magistrados se ser imigrante indocumentado desqualifica os candidatos. O caso, apresentado à Corte Suprema na segunda-feira (6), resultou de um pedido feito por José para que seja levado em consideração o seu caráter e capacidade profissional, antes que a Suprema Corte tome uma decisão.
O ex-presidente da Universidade Estadual da Flórida, Talbot “Sandy” D’Alemberte, que agora atua como professor de Direito na entidade, representa legalmente o antigo aluno.
“Eu espero que os examinadores do Bar sigam adiante, aprovem o seu registro e ponto final com isso”, disse D’Alamberte na terça-feira (7).
D’Alamberte, também ex-presidente da American Bar Association, disse que as alegações do comitê de que José não possui caráter moral ou capacidade profissional que permitam a sua admissão ajudaria a Corte Suprema a decidir em seu favor. Ele acrescentou que os magistrados poderiam invalidar o pedido de opinião feito pelo comitê.
O Presidente Barack Obama anunciou em junho desse ano que a sua administração deixará que os imigrantes ilegais permaneçam no país se não tiverem mais de 31 anos, entrado no país ainda na infância, não possuírem antecedentes criminais, graduarem-se no ensino secundário ou servirem nas Forças Armadas. D’Alemberte apresentou uma moção junto aos juízes no mês passado argumentando que seu cliente é elegível para a regularização temporária do status migratório e, portanto, permissão de trabalho.
“Não há razões para negar ou adiar a sua admissão ao Bar da Flórida”, escreveu D’Alamberte.
O comitê também reconheceu, em um documento separado, que a nova política da administração Obama é relevante ao caso de José, mas alegou que D’Alamberte violou a decisão da Corte ao incluir tal argumento em sua moção para uma ordem direcionando o comitê a concluir sua investigação. O comitê alegou que o pedido é nulo em virtude dos novos argumentos.
Os pais de José o trouxeram aos EUA através de um visto de turista quando ele tinha 9 anos de idade. Eles se radicaram no país e nunca mais retornaram ao México. O jovem cresceu na região rural do Condado de Hillsborough onde seu pai, um veterinário em seu país de origem, tirava leite de vacas em uma fazenda e sua mãe, uma dentista, trabalhava em uma fábrica que fabricava portas deslizantes de vidro.
José, de 25 anos, graduou-se pelo New College, formou-se em Direito pela Universidade Estadual da Flórida e passou no exame realizado pelo Bar.



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