Auxiliar de campanha política é acusado fraude migratória em New York City
O Juiz Steven M. Gold assinou uma ordem de prisão na segunda-feira (13), que levou à prisão de Ofer Biton no final de semana
Um antigo auxiliar rabínico, que pode ter o destino de um congressista dos EUA em suas mãos, foi preso sob a acusação de fraudar a imigração, divulgaram as autoridades federais na sexta-feira (17). Segundo uma ação judicial, Ofer Biton, de 39 anos, que trabalhava para o rabino Yoshiyahu Pinto de Manhattan (NY), conspirou para cometer fraudes migratórias e outras ações ilegais envolvendo outras pessoas, publicou o diário The New York Times.
O Juiz Steven M. Gold assinou uma ordem de prisão na segunda-feira (13), que levou à prisão de Biton no final de semana. Segundo a ação judicial, o réu enganou o Governo em junho de 2010 sobre a origem dos US$ 500 mil que ele alegou ter investido em um novo negócio, o que o tornaria elegível para obter o green card (residência permanente).
Os imigrantes, e seus familiares, que conseguem provar que investiram uma significativa quantidade de capital nos EUA e, consequentemente, geraram empregos para cidadãos norte-americanos são geralmente elegíveis para o visto de residência permanente. Entretanto, segundo as regras, o dinheiro investido nos negócios deve ser obtido de forma honesta.
Em seus documentos, Biton alegou que a maior parte do dinheiro veio de um empréstimo feito por um amigo de família. Contrariando essa versão, a ação judicial alega que o dinheiro foi obtido de forma mais bizarra, como a extorsão.
Embora não tenha sido mencionado na ação judicial, Biton também atuou como auxiliar de campanha do congressista do Michael G. Grimm, um republicano que representa Long Island e Brooklyn, que tenta a reeleição. Embora Biton esteja impedido de levantar verba para campanhas federais, pois é um imigrante ilegal, especula-se que ele tenha levantado tanto dinheiro para a campanha de Grimm através de seguidores do rabino e deixou a impressão entre alguns deles que teriam ajuda com problemas em seus vistos, caso o candidato se reelegesse.
Grimm, que não foi acusado de crime algum, insiste ter cumprido todas as leis de campanha.



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