Corte de Apelações suspende emendas da lei contra ilegais no Alabama
Lei estabelecia obstáculos na vida de estrangeiros e visava a “auto-deportação” dos imigrantes ilegais
Quando a polêmica lei de combate à imigração ilagal no Alabama foi assinada na primavera de 2011, ela foi considerada o maior teste da teoria da “auto-deportação”. Caso o estado pusesse obstáculos legais em quase cada aspecto da vida dos imigrantes ilegais, como o legislador criador do projeto de lei disse na época, eles “tornariam a vida dos indocumentados mais difícil e eles acabariam se auto-deportando”.
Enquanto outros estados aumentaram as punições contra os patrões e o poder da polícia para verificar o status migratório, a lei do Alabama invadiu novo território; impedindo o acesso daqueles que residen ilegalmente no estado a virtualmente qualquer aspecto da vida cotidiana, desde contas de água ao aluguel de imóveis e licensas de animais.
No ano que tal lei entrou em vigor, aquele novo território encolheu significantemente.
Na segunda-feira (20), o Tribunal de Apelações dos Estados Unidos do 11º Circuito emitiu 3 decisões que atingem a lei do Alabama, assim como legislações similares na Geórgia. Tais decisões não mudaram dramaticamente a realidade diária, pois grande parte delas bloqueiam emendas já suspensas e permitindo até que duas emendas bloquedas entrassem em vigor.
Na lei do Alabama, o Tribunal de Apelações suspendeu várias emendas que visavam dificultar cada vez mais a vida dos imigrantes ilegais. “Ela estabelecia sérias militações sobre o que as pessoas (indocumentados) poderiam fazer”, disse Mary Bauer, diretora legal do Southern Poverty Law Center, que tem sido líder em ações judiciais contra o Estado. “Eles certamente não podem fazer dessa forma ampla que o Alabama tentou fazer”.
A legislação visa invalidar qualquer contrato feito com um imigrante ilegal, tornar crime estadual se ilegais aplicarem para empregos e obrigava os estrangeiros a portarem documentos de identidade todo o tempo. Entre as emendas mais polêmicas, estava a exigência de que as escolas públicas devessem verificar o status migratório dos alunos e de seus pais no momento da matrícula e compilar uma lista dos estudantes ilegais.
Ao suspender essas emendas, os juízes da Corte Suprema demonstraram preocupação com relação ao equilíbrio entre os estados e o governo federal no que diz respeito à imigração.
“Nós estamos convencidos que o Alabama formulou uma política calculada de expulsão, visando tornar a vida daqueles ilegalmente no país tão difícil que os obrigaria a deixar o estado”, escreveram os magistrados, que concluiram que a política conflitava diretamente com as leis federais.
“Os criadores do projeto de lei estavam determinados a trazer o assunto à tona; eles queriam testar a lei”, disse o senador estadual Bryan Taylor do Alabama, um republicano.
Ele acrescentou que as emendas da lei que não foram disputadas ou mantidas, como a obrigação da polícia em verificar o status migratório, foram as partes que tiveram mais apoio. Algumas emendas da lei, que a destacaram de outros estados, Taylor disse prever que elas não passariam de qualquer forma.
“Eu estava confortável em votar a favor do projeto de lei, pois sabia que algumas das emendas que desaprovei seriam bloqueadas, mas também sabendo que as emendas que eu apoiei permaneceriam”, concluiu.



del.icio.us
Digg
Add to Any
AskJeeves
BlinkList
Blue Dot
ButterFly
Diigo!
Facebook
FeedMarker
Furl
Google
Linkroll
MyLinkVault
Myspace
Netvouz
NowPublic
Rojo
Socialize it!
Windows Live Favorites
Yahoo MyWeb