Governo nega visto para filho de brasileira morta pelo namorado
A advogada Rosa Hirsch, de 63 anos, foi assassinada a tiros pelo hondurenho Francisco Javier Rodriguez, de 54 anos
Além de sofrer a perda da mãe de forma trágica, Luís Pereira, filho da advogada brasileira Rosa Hirsch, de 63 anos, morta a tiros em 11 de agosto, teve que enfrentar a desilusão de ter o visto negado pelo governo norte-americano. Luís planejava viajar do Recife à Flórida para buscar pessoalmente as cinzas da mãe, assassinada pelo namorado hondurenho Francisco Javier Rodriguez, de 54 anos.
Durante uma discussão do casal, Rodriguez, armado com uma pistola calibre 0.38 mm, disparou duas vezes contra Rosa, que ainda foi levada com vida ao hospital Broward Health North, vindo a falecer.
Residente em Portugal, Luís relatou que tomou conhecimento da morte da mãe de forma traumática: pelo site de relacionamentos Facebook. Ao tentar o visto no consulado dos EUA no Brasil, onde estava a negócios, a situação se complicou depois que funcionário consular foi informado pelo filho da vítima que ela era cidadã norte-americana naturalizada. Aparentemente, ele demonstrou receio em deixar o brasileiro entrar nos EUA, segundo Pereira.
“Eles temem que eu fique nos Estados Unidos”, especulou.
Luís detalhou que sua possuía economias em um banco nos EUA, as quais ele é beneficiário, além de um carro e uma apólice de seguro. Ele afirmou que mantinha contato constante com a mãe, pois ela viajava com frequência a Portugal para visitá-lo.
Com relação ao visto negado, o fato não é novidade para a família de Pereira, pois até sua irmã e um sobrinho também não conseguiram permissão para entrar no país.
“Eles (autoridades) negaram três vezes para a minha irmã e uma vez para o filho dela, uma criança”, recordou Luís.
Após matar a namorada a tiros, Francisco ligou para o serviço de emergência (911) e, aparentemente, confessou o crime. O velório de Rosa Hirsch foi realizado em 18 de agosto, nas instalações da casa funerária Gary Panoch, em Boca Raton (FL) e contou com a presença de amigos da vítima, cujas cinzas ainda esperam para ser trasladadas ao Brasil.



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