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Brasileiro pega 3 anos e 8 meses de prisão por tráfico humano em NJ

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image Claudinei pereira Mota, também membro da quadrilha de “coiotes”, assumiu a culpa com relação ao tráfico de seres humanos

Nacip Teotônio Pires, de 48 anos, residente em Newark (NJ), ouviu a sentença durante audiência no Tribunal Federal em Camden (NJ)

Na quinta-feira (13), o brasileiro Nacip Teotônio Pires, também conhecido como “Zé Maria” ou “Baraso”, de 48 anos, residente em Newark (NJ), foi condenado a 46 meses de prisão depois de admitir fazer parte de uma quadrilha dedicada ao tráfico humano. O réu ouviu a sentença durante audiência no Tribunal Federal em Camden (NJ).

Promotores públicos alegaram que Pires era o líder de uma gangue que traficou centenas de imigrantes ilegais do Brasil, Índia e outros lugares do mundo aos EUA. As autoridades detalharam que muitos dos imigrantes eram mulheres jovens que trabalhavam como stripers ou dançarinas exóticas em Newark e outras cidades para pagar a dívida da viagem.

O brasileiro assumiu a culpa com relação as acusações de conspirar para trazer imigrantes ilegais aos Estados Unidos. Ele foi um dos seis réus acusados. Até o momento, quatro deles, incluindo Claudinei pereira Mota, de 35 anos, residente em Newark (NJ), Francismar da Conceição, também conhecido como “Alex”, 37 anos, morador em Hillside (NJ) e Rubens da Silva, também conhecido como “Diogo Oliveira”, de 40 anos, residente em Haverhill (MA), assumiram a culpa, um caso ainda está pendente e outra suspeita, “Priscilla”, também conhecida como “Celma Aparecida Lopes”, residente em Long Branch (NJ), continua foragida. 

Sanderlei Alves da Cruz, também conhecido como “Kauan” ou “Beicinho”, de 33 anos, residente em Houston (TX), foi formalmente acusado, mas o seu caso ainda está pendente.

Segundo documentos da promotoria pública, entre janeiro de 2008 e junho de 2011, os suspeitos organizaram uma rede que traficava pessoas do Brasil, Índia e outras partes do mundo. Como parte do esquema, eles organizavam, facilitavam e monitoravam a viagem dos “clientes” através da América Central e da fronteira entre o México e Estados Unidos. A segunda rota incluía viagens através de St. Maarten, Ilhas Virgens e Porto Rico. Os coiotes cobravam de seus clientes entre US$ 3 mil e US$ 25 mil, conforme a rota.

Entre as pessoas traficadas estavam inúmeras jovens brasileiras, cuja maioria concordava em pagar o débito depois de chegarem aos EUA trabalhando como dançarinas exóticas em clubes noturnos. Algumas delas que, por ventura, atrasavam o débito eram encorajadas a se prostituírem para ganharem dinheiro extra. Os réus induziam seus clientes a pagarem os débitos através de ameaças envolvendo familiares das vítimas e obtendo a escritura de propriedades, como garantia, em seus países de origem.

Os réus também são acusados de instruir as pessoas detidas ao cruzar ilegalmente a fronteira a solicitarem pedidos de asilo, alegando que poderiam sofrer abusos e outros perigos, caso fossem imediatamente deportados.

“Os traficantes de seres humanos ganham muito dinheiro explorando sonhos e tratando as pessoas como simples carga. Rotas de tráfico estão espalhadas pelo mundo, com facilitadores e clientes unindo-se para cometerem crimes. Nosso trabalho é proteger as fronteiras e as vítimas vulneráveis dessa prática que se alastra”, disse o promotor público Fishman.

“Essa investigação revelou o contínuo desrespeito à vida humana por aqueles que tiram vantagem de outros visando lucro”, comentou Peter T. Edge, agente especial do Departamento de Imigração (ICE) em Newark (NJ). “Aqueles que se envolverem em tais práticas serão responsabilizados”.

O Governo está sendo representado pelo promotor público federal André M. Espinosa, da Unidade de Combate ao Crime Organizado em Newark.

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