“O mundo é um lugar melhor”, disse modelo após castrar colunista em NYC
A confissão de Renato Seabra foi o assunto principal durante uma audiência realizada na presença do Juíz Michael Obus, da Suprema Corte de Manhattan
“O mundo é um lugar melhor agora”, disse às autoridades o ex-modelo Renato Seabra, de 22 anos, enquanto o colunista social, Carlos Castro, de 65 anos, jazia estrangulado no seu quarto no hotel Times Square em janeiro de 2011, segundo o testemunho concedido pela polícia na sexta-feira (14). A confissão de Seabra foi o assunto principal durante uma audiência realizada na presença do Juíz Michael Obus, da Suprema Corte de Manhattan, que o considerou apto mentalmente a enfrentar jurados e, portanto, marcou a seleção dos jurados para quarta-feira (19), publicou o diário New York Post.
O réu admitiu ter se aborrecido com Castro, quando os dois, ambos portugueses, discutiam no quarto em que passavam as férias, no Hotel InterContinental. Entretanto, ele espera se livrar de uma condenação por homicídio e conseguir um veredito por insanidade mental ao convencer os jurados de que estava louco demais para saber que tudo que ele fez para provocar a morte de Castro era errado, ou seja, não golpear a cabeça da vítima com o aparelho de televisão do hotel e uma garrafa de vinho ou arrancar os testículos do colunista com um saca rolhas, enquanto ele jazia inconsciente no carpete.
A confissão relacionada ao ataque, que durou 1 hora, detalha que o réu castrou o colunista para livrá-lo do “vírus da homossexualidade”, segundo o testemunho do detetive Richard Tirelli, do Distrito Sul de Manhattan.
“Ele disse que eram os demônios e que ele precisava cortá-los fora”, disse o detetive. “Cortar os testículos, isso faria tudo no mundo certo”.
Seabra havia concordado viajar com o muito mais velho e influente Castro e admitiu aos policiais que amava a vítima, publicou o New York Post, entretanto, relatou que disse a Castro que começava a “questionar” a sua homossexualidade, testemunhou Richard.
“Ele disse que estava furioso, pois não podia controlar a disseminação do vírus da homossexualidade no mundo”, acrescentou.
Seabra disse aos policiais que Castro estava no chão agonizando depois de ter sido atingido na cabeça pelo aparelho de TV, quando o jovem o golpeou novamente com uma garrafa de vinho, disse o detetive. Então, ele pegou o saca rolhas.
Se o réu convencer o juri não ser responsável pelo crime por questões de insanidade mental, ele será transferido por tempo indeterminado a um hospital psiquiátrico. Caso não consiga, ele provavelmente será condenado à pena máxima de 25 anos de detenção à prisão perpétua por homicídio.



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