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Barco com brasileiros é interceptado no litoral da Flórida

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image Cada brasileiro havia pago milhares de dólares para serem contrabandeados das Bahamas até o sul da Flórida

A prisão aconteceu em 16 de setembro, quando agentes federais avistaram a embarcação

As instruções para o capitão eram simples: ancore o barco no Pioneer Park, em Deerfield Beach (FL), e vá embora.  Se tudo tivesse ocorrido conforme o combinado, Batista de Norais Neto e outros 10 brasileiros a bordo do barco de pesca Robalo, de 26 pés de comprimento, teriam conseguido entrar clandestinamente nos EUA. Ao invés disso, segundo documentos apresentados na Corte Federal, agentes federais a bordo de uma embarcação do Departamento de Proteção das Fronteiras interceptaram os imigrantes. Cada um deles havia pago milhares de dólares para serem contrabandeados das Bahamas até o sul da Flórida, publicou o diário The Sun-Sentinel.

Pelo menos 3 deles já foram deportados, conforme investigadores, entre eles, Tiago Lopes de Passos, retornado ao Brasil em 21 de agosto. O brasileiros disse aos agentes que havia pago US$ 3.200 pela viagem e rumava para a Filadélfia, onde residem parentes.

A prisão aconteceu em 16 de setembro, quando agentes a bordo de um avião da US Customs and Border Protection’s  Office of  Air and Marine avistaram a embarcação, que havia saído de Freeport. O barco cruzou 2 milhas náuticas a leste de Boynton Beach, onde foi interceptado pela lancha do CBP Office of Air and Marine.

Os agentes embarcaram no Robalo e encontraram Neto agindo como capitão e 10 outros brasileiros a bordo. O caso é mais um exemplo de estrangeiros que tentam a todo custo entrar ilegalmente nos EUA através da Flórida, segundo as autoridades. Em muitos casos, o que acontece com eles depois que entram no país ninguém sabe. A polícia disse que, na melhor das hipóteses, o futuro é incerto.

Segundo Elee Erice, porta-voz do CBP, ocorreram 64 viagens marítimas ilegais no sul da Flórida entre 1 de outubro de 2011 e 31 de agosto de 2012. Esses casos envolveram 412 imigrantes. As prisões efetuadas pela Guarda Costeira aumentaram em setembro, com 344 pessoas de vários países interceptadas, o índice mais alto dos últimos 12 meses, em contraste com 102 em agosto, 115 em julho e 186 em junho, conforme dados da Guarda Costeira.

No incidente envolvendo os brasileiros em 16 de setembro, os agentes descobriram que eles não tinham autorização para entrar no país. Eles foram encaminhados à estação da Guarda Costeira em Riviera Beach. Neto disse aos agentes que cobrava US$ 16 mil, segundo o boletim de ocorrências, preenchido por um agente do Departamento de Segurança Interna (DHS). Parte da quantia paga por Neto já havia sido enviada para um indivíduo no Brasil conhecido por “Aender”, que pediu a ele que liderasse o barco. Por fazer isso, Neto pagaria uma mensalidade menor do dinheiro cobrado para ser contrabandeado aos EUA.

O Departamento de Imigração (ICE) distingue claramente “Contrabando” e “tráfico”, definindo tráfico como baseado na “exploração humana” e contrabando no “transporte humano”.

As instruções recebidas por Neto era de deixar os brasileiros em um cais em Lantana, onde eles seriam pegos por um desconhecido, levar o barco até o Pioneer Park, em Deerfield Beach e ir embora. O parque, nas proximidades da Northeast 2nd St. e North Dixie Highway, cruza o canal Intracoastal Waterway.

Neto foi acusado de transportar e esconder imigrantes ilegais. Também foram acusados Estefano Rosa Hornung e José Valdivino Pereira de entrarem novamente no país depois de já terem sido deportados. Pereira disse aos agentes que pagou US$ 14 mil para alguém chamado Sidney no Brasil para entrar clandestinamente nos EUA, segundo documentos na Corte. Hornung disse que rumava para New Jersey e teria que pagar US$ 17 mil a Aender, o mesmo nome mencionado por Neto. Estefano já havia sido deportado em 2005 e José em 2009.

O status migratório dos outros brasileiros não foi divulgado.

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