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Depoimento de acusado em chacina choca jurados nos EUA

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image O mineiro José Carlos Oliveira Coutinho é considerado o líder da chacina que resultou na morte de Vanderlei, Jacqueline e Christopher Szczepanik, em Omaha, Nebraska

Promotores públicos e advogados passaram 4 horas debatendo e formulando argumentos para o julgamento de 10 dias de José Carlos Oliveira Coutinho

O réu brasileiro confessou ter matado a criança. Um outro réu que conseguiu realizar um acordo judicial com relação ao crime selvagem: 10 anos de prisão em troca por testemunhar contra o pivô no julgamento: José Carlos Oliveira Coutinho. Com relação a esses detalhes, haviam poucas perguntas na quinta-feira (4). Entretanto, a pergunta principal ainda pairava no ar: Valdeir Gonçalves dos Santos estava falando a verdade?

Promotores públicos e advogados de defesa passaram 4 horas na quinta-feira debatendo o assunto e formulando argumentos para o julgamento de 10 dias de Oliveira.

Todd Lancaster, advogado de defesa de Oliveira, acusou Santos, chamando-o de assassino capitalista que tenta transferir a culpa para seu cliente pelo assassinato de seu ex-patrão em 17 de dezembro de 2007, Vanderlei Szczepanik, sua esposa, Jacqueline, e o filho de 7 anos do casal, Christopher. Os promotores públicos Jim Masteller e John Alagaban consideraram Santos um assassino confesso e, mais importante, comparsa da chacina.

Eles frisaram vários detalhes que confirmavam a versão de Valdeir sobre a execução da família  no interior da antiga escola secundária Paul VI, em South Omaha, Nebraska. Conforme instruções de Coutinho, disse Santos, os trabalhadores agrediram Vanderlei até à morte e, então, enforcaram Jacqueline e Christopher.

Santos levou os investigadores nas margens do rio Missouri, onde os corpos das vítimas foram jogados. Em meia hora, um mergulhador encontrou um crânio enterrado no leito do rio justamente onde o réu havia dito que os 3 trabalhadores desovaram a família. Testes de DNA revelaram que o crânio e outros restos mortais envoltos em uma lona industrial eram de Christopher Szczepanik, inclusive a bolsa que Santos utilizou para cobrir a cabeça da criança, ainda estava presa ao corpo.

Masteller frisou que várias gotas de sangue encontradas no vestíbulo da escola Paul VI, onde Valdeir disse que Vanderlei havia sido espancado até à morte, apresentavam o mesmo DNA de Szczepanik.

“Os restos mortais de Vanderlei e Christopher Szczepanik falam mais alto que as palavras de qualquer testemunha viva”, disse Masteller.

Valdeir testemunhou que acompanhou Jacqueline e Christopher até à morte, mas que um terceiro trabalhador, Elias Lourenço Batista, pôs a corda em volta do pescoço das duas vítimas e as empurrou do alto de uma escada.

Lancaster defendeu seu cliente citando o acordo feito entre Santos e as autoridades, no qual ele confessou a culpa com relação à acusação de homicídio em 2º grau  e, em troca disso, os promotores públicos recomendariam ao juiz a pena de 20 anos de detenção, que seria reduzida para 10 anos, conforme as diretrizes estaduais.

“Santos é um homem que atuou conforme o sistema”, disse Lancaster aos jurados. “Eu acho que ele enganou (as autoridades), portanto, não deixe que eles os engane”.

A princípio, o julgamento dos réus brasileiros terá a duração de 10 dias.

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