Crescimento da construção civil em janeiro supera estimativas nos EUA
O número de novas construções que foram iniciadas em fevereiro desse ano nos Estados Unidos aumentou significativamente, desafiando as expectativas de economistas, que previam uma queda no setor. O Departamento do Comércio anunciou na última terça-feira (17) que a construção de novas casas e apartamentos pulou 22.2% desde janeiro para um índice anual de 583 mil unidades. Analistas do setor estimavam uma queda de cerca de 450 mil unidades. O aumento de fevereiro foi liderado pela construção de apartamentos.
Por região, todas as partes do país apresentaram um aumento geral na construção civil, exceto na Costa Oeste, que liderava o boom da construção civil e, conseqüentemente, foi a mais afetada pela crise.
No geral, a construção de novas unidades caiu para 477 mil em janeiro, segundo pesquisas. O índice foi um pouco mais alto que o esperado, entretanto, ainda marcou uma queda recorde.
As aplicações para a licensa de novas construções, consideradas um sinal confiável para atividades futuras, também aumentaram 3% em fevereiro para um índice anual de 547 mil. Analistas esperavam que os índices caíssem em 500 mil unidades.
Mesmo com o inesperado aumento de fevereiro, a construção civil caiu cerca de 47.3% em contraste com o ano passado. O colapso da explosão do mercado imobiliário foi devastador à economia norte-americana. A recessão contribuiu para a queda no consumo em geral, levando o país à uma crise pelo segundo ano seguido.
A administração Obama anunciou um programa de US$ 75 bilhões que visa controlar a escalada do confisco de imóveis por falta de pagamento aos bancos (foreclosures), que compromete ainda mais o mercado imobiliário.
Somente ano passado, mais de 2 milhões de mutuários norte-americanos enfrentaram foreclosures e estima-se que esse número possa chegar a 10 milhões nos próximos anos, dependendo da severidade da recessão, segundo uma pesquisa realizada pela Credit Suisse.
O mercado imobiliário está sendo prejudicado pela crise no crédito e o nível de desemprego, que chegou a 8.1%, fatores que dificultam uma recuperação rápida. Os construtores não estão otimistas com o cenário.
A Associação Nacional das Construtoras de Imóveis não percebeu mudanças em março, ficando 1 ponto acima do índice mais baixo em janeiro. A rigorosidade no processo de empréstimos pelos bancos e a crise no mercado têm afastado possíveis compradores, afetando construtoras como a D.R. Horton Inc. e Centex Corp.



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