Brasileiro será deportado após cumprir 5 anos de prisão nos EUA

Foto25 Andrew Lelling Brasileiro será deportado após cumprir 5 anos de prisão nos EUA
Em abril desse ano, o Procurador de Justiça Andrew Lelling (foto) divulgou a imprensa o resultado da investigação secreta de 7 meses envolvendo os brasileiros

Fernando de Oliveira, de 23 anos, assumiu a culpa por tráfico de armas em cidades localizadas na região norte de Boston (MA)

Na quarta-feira, 18 de setembro, Fernando de Oliveira, de 23 anos, morador em Lowell (MA), assumiu a culpa com relação a acusação envolvendo porte e venda ilegais de armas e drogas na cidades ao norte de Boston (MA), na primavera de 2018. O brasileiro foi identificado como um dos 14 membros como resultado de uma investigação que envolveu diversos órgãos de segurança. Ele abriu mão de julgamento perante um júri na Corte Federal Distrital ao assumir a culpa por lidar com armas e porte de armas por residente indocumentado nos EUA entre novembro de 2018 e abril de 2019.

Oliveira foi preso em abril como parte de uma investigação secreta de 7 meses de uma organização criminosa conhecida como “Primeiro Comando de Massachusetts” (PCM), segundo documentos apresentados no tribunal. Tais documentos também mencionam que a gangue também estaria traficando armas e cocaína em várias cidades localizadas ao norte de Boston. O brasileiro enfrenta a pena máxima de 5 anos de detenção e multa de US$ 250 mil por cada uma das 2 acusações. Além disso, ele “tende a ser deportado”, adiantou a Juíza Denise Casper, durante a audiência de quarta-feira (18).

Oliveira portava um visto para permanecer nos EUA por 6 meses, mas ignorou o período de permanência no país, detalhou o promotor público Timothy Moran. A defesa do brasileiro e a promotoria pública recomendaram uma pena mais leve como parte do acordo.

“Eu e o promotor público federal discutimos diretrizes verbais de sentença”, relatou o advogado de defesa, John Amabile. “Eles recomendarão penas mais baixas, mas não existe outro acordo”.

A investigação envolveu vários órgãos de segurança locais e federais, além de incluir “testemunhas cooperativas” que participaram as transações envolvendo drogas e armas com vários suspeitos envolvidos na PCM, incluindo Oliveira. Os documentos apresentados no tribunal também detalham que as transações foram gravadas e testemunhadas por agentes. Inicialmente, Oliveira encontrou-se com um policial à paisana no estacionamento de um Stop & Shop em Malden (MA), em novembro de 2018. No encontro, o brasileiro vendeu uma pistola calibre 0.32 mm com o número de série raspado, além de 3 pentes de bala, 43 cargas de munição e um cinto de portar armas, informou a polícia.

Os promotores informaram que o caso também envolveu os réus Fadwa Chimal, Mouad Nessassi e Jennifer Romero, todos acusados de tráfico de armas e drogas. Chimal assumiu a culpa, mas foi liberada enquanto aguarda julgamento em janeiro de 2020. Nessassi assumiu a culpa em 2 das 3 acusações apresentadas contra ele. Romero está em liberdade condicional e ainda não fez acordo, segundo os arquivos do tribunal.

A sentença de Oliveira ocorrerá em 18 de dezembro, após o final do preenchimento do relatório de pré-sentença por parte do Departamento de Liberdade Condicional.

 

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