Especialistas desvinculam imigração e desemprego nos EUA
Foi divulgada na última segunda-feira (17) a terceira e última parte do relatório “Untying the Knot” pelo IPC
Na última segunda-feira (17), o grupo Immigration Policy Center – IPC divulgou a terceira e última parte do relatório “Untying the Knot” (Desfazendo o nó), que visa esclarecer o freqüente dilema no que diz respeito à relação imigração e desemprego. O resultado final, feito por Rob Paral e Associados, revela que desempregados nativos e imigrantes recentemente empregados não podem ser simplesmente “confundidos” uns com os outros, uma vez que eles tendem a ter diferentes níveis de educação, vivem em diferentes partes do país e ocupações e níveis de experiências profissionais diferentes. O relatório também indica que os imigrantes tendem a ocupar posições onde existe falta de trabalhadores nativos. Em outras palavras, remover imigrantes não levaria automaticamente à criação de mais empregos aos nativos.
Os dois relatórios prévios do “Untying the Knot” examinaram dados do Census Bureau e descobriram que não há relação aparente entre o número de imigrantes recentes em um determinado lugar e a taxa de desemprego entre os nativos brancos, negros, latinos ou asiáticos. Mesmo agora, no período de recessão econômica e alto desemprego, não existe correlação entre o número de imigrantes recentes em um determinado estado, condado ou cidade e a taxa de desemprego entre os trabalhadores nativos.
“Com a divulgação do último relatório “Untying the Knot”, os legisladores possuem agora uma quantidade mais ampla de informações que os ajudará a distinguir fatos de ficção, quando forem discutir política migratória”, disse Mary Giovagnoli, diretora do Immigration Policy Center.
“Este terceiro relatório estabelece que não existem correlações simples entre as taxas de desemprego e a presença de trabalhadores imigrantes numa determinada comunidade. O relatório desafia a visão de que todos os nativos e imigrantes estão misturados ou competem pelo mesmo trabalho ao invés de mostrar que os trabalhadores estrangeiros, na maioria das vezes, tendem a complementar a mão-de-obra nativa dentro de um mercado de trabalho específico”, acrescentou.



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