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Prisão de brasileiros causa temor entre imigrantes em Massachusetts

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image Em 23 de janeiro, agentes da Unidade Operação Fugitivos do ICE prenderam 9 imigrantes brasileiros em Brighton (MA), disse Paula Grenier, porta-voz do órgão

Os quatro brasileiros foram detidos por agentes de imigração quando seguiam para o trabalho na construção civil no município de Allston – MA

No município de Allston (MA), o imigrante brasileiro Jailton Tavares, 35 anos, seguia para o trabalho quando um homem bateu no vidro de seu carro, mostrou-lhe uma carteira de motorista emitida na Califórnia e perguntou se ele conhecia a pessoa na fotografia. Tavares respondeu-lhe que não, mas o homem continuou a fazer perguntas e pediu-lhe documentos de identificação, que no caso era o seu passaporte.

“Depois que ele fez várias perguntas e viu o meu passaporte, ele disse: Você está preso. Eu sou da Imigração”, disse Tavares.

Em 30 de janeiro desse ano, às 6 e meia da manhã, Jailton Tavares, Wesley de Farias, 22 anos, Elson de Oliveira, 36 anos, e um quarto indivíduo foram presos por agentes do Departamento de Imigração (ICE). Todos seguiam para o trabalho na construção civil, disseram eles à página eletrônica WickedLocal, através de uma entrevista traduzida pela ativista comunitária Heloísa Galvão, co-fundadora do Brazilian Women’s Group. Os quatro brasileiros foram liberados com aparelhos magnéticos no calcanhar.

Embora enfrentassem deportação, Tavares, Farias e Oliveira tentavam conseguir dinheiro para pagar a fiança e, assim, terem os aparelhos magnéticos removidos. Com esses aparatos atados ao calcanhar, os patrões não dariam emprego e, conseqüentemente, eles não poderiam sustentar suas famílias, contratar advogados ou juntar dinheiro para uma possível volta ao Brasil.

“Com algo assim, as pessoas pensam que você fez algo muito ruim”, disse Farias, que vive nos Estados Unidos há 6 anos. “Eles pensam que você é um criminoso”.

Embora todos eles alegarem querer ficar no país, eles começaram a preparar-se para a deportação ou a saída voluntária. Oliveira vive há 7 anos nos Estados Unidos e tem dois filhos nascidos nos Estados Unidos. Caso ele tenha que deixar o país, as crianças irão junto, por isso, ele começou a providenciar seus documentos brasileiros.   

“Não acho que eles terão problemas no Brasil”, disse Oliveira. “Mas eu quero ficar aqui. Tenho dois filhos norte-americanos e quero criá-los aqui. Será mais difícil para eles no Brasil”.

Tavares, residente no país há 8 anos, disse ser “impossível” mudar-se legalmente para os Estados Unidos, caso viva no Brasil. “Mesmo como turista é difícil”, disse ele.

Apesar de terem sido presos em janeiro, nenhum deles disse ter tido problemas anteriores com as autoridades. “Faço o imposto de renda todos os anos. Nunca fui parado pela polícia”, disse Oliveira. Este é um bom país. “Eles (Autoridades) não me perseguem”.

Em 23 de janeiro, agentes da Unidade Operação Fugitivos do ICE prenderam 9 imigrantes brasileiros em Brighton (MA), disse Paula Grenier, porta-voz do órgão. Entre os presos, 5 deles possuíam ordens de deportação, o que significa que um juiz já havia determinado a saída deles do país, 2 reentraram ilegalmente nos EUA depois de terem sido deportados e 2 estavam ilegais, detalhou Grenier. Os dois brasileiros que não possuíam ordens de deportação não ficaram detidos.

As prisões geraram alerta entre a comunidade brasileira residente na região de Allston-Brighton. “As pessoas estão psicologicamente traumatizadas devido ao medo. Muitos sequer querem sair de casa”, disse Oliveira.

Os brasileiros detidos disseram que algumas pessoas mudaram-se do prédio onde eles moravam, na Washington St. ou deixaram de falar com eles em virtude do medo de que o ICE também os persiga.

O conhecimento de seus direitos pode ser muito útil na luta contra a deportação, disseram os advogados Nancy Kelly e John Willshire Carrera.  

“Eles (ICE) podem perguntar qualquer coisa. Eles não têm que dar nenhum aviso”, disse Kelly. “Por outro lado, você não tem que testemunhar contra si mesmo”.

“Muitos imigrantes vêm de países onde a polícia tem o direito de perguntar por documentos de identificação”, acrescentou o advogado. “Eu digo para as pessoas não mentirem, não agirem de forma rude, mas simplesmente dizerem não”.

Acompanhe este comentário em Comentários (8 Incluído):

Paulo Henrique em 17/09/2009 17:26:08
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quer meu concelho? volte pra casa o Brasil dá pra viver bém com tranquilidade comendo bém e com dignidade e dependendo até morar bém se quiser!!
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NINA WRIGHT em 17/09/2009 23:12:12
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OLHA PRA TODOS AQUELES QUE ENTRARAM AQUI ILEGAIS ,EU ACONCELHO A VOLTAR,POIS UMA VEZ QUE VC ENTROU NO PAIS PELO MEXICO VC JA FOI TAXADO DE CRIMINAL,ISSO E UMA HUMILIACAO PRA NOS BRAZILEIROS ,REALMENTE TEMOS UM PAIS RIQUISSIMO E MAL ADMINISTRADO INFELIZMENTE,MAIS VOLTE ,LA VC VIVERA COM MUITO MAIS DIGNIDADE E LIBERDADE,ISSO AQUI JA DEU O QUE TINHA DE DAR,TENHO 21 ANOS AQUI, E SEI O QUE E SOFRIMENTO POR CAUSA DE IMIGRACAO.
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Pedro Silva em 18/09/2009 21:24:53
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Olha, tenho 20 anos de EUA e estou ha 3 meses de volta ao Brasil. Ja voltei p/ o Brasil 2 outras vezes faz mto tempo, mas desta vez estou confiante q vai dar certo mas veja bem; Estou preparando p/ voltar a estudar, mta gente aki ta fazendo isto (Nao vou abrir padaria, supermercado, etc. pq sei q nao funciona!) Sou legal ai mas acho q isto ai ta passando por uma fase ruim. Boa sorte, este e meu desejo!
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arthur em 20/09/2009 11:19:27
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morei nos EUA por sete anos voltei ao brasil em 2007.como o colega pedro silva disse acho que o melhor caminho e estudar. estou no quarto periodo da faculdade de direito, faço estagio no justiça federal.claro que vida de estudante e muito dificil,mas e um otimo investimento. boa sorte para todos.
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Kevin Karras em 29/09/2009 08:50:28
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Paulo e Nina, aprendam português.
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josias em 11/10/2009 20:08:20
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morei nos estados unidos quarse quatro anos mas estou muito feliz por retornar em meu pais
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em 24/11/2009 01:15:35
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as pessoas dao suas opinioes pensando em se mesmas,e no que ja possuem,esquece que cada um que esta passando por essa cituacao de viver ilegal em outro pais, ainda esta construindo o ""seu pe-de-meia"" ..
eu aconselho que insistam em seus sonhos, ate o ultimo dia em que nos deixarem,,um abraco para os guerreiros!!!
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saraiva em 11/03/2010 17:03:19
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Milhares de imigrantes, obtem a residência permanente ou a cidadania nos Estados Unidos observando as leis de imigração vigentes e seu processo legal. Outros que chegaram nas últimas décadas buscando salvar-se da miséria e “furando a fila” agora tentam reclamar um direito que nem moral nem legalmente se ameritam.

Todos os países têm suas leis de imigração e (sem exceção) prendem e deportam estrangeiros que as violaram. O Brasil faz o mesmo com africanos, chineses e coreanos. Por seu turno, o México deporta centro-americanos e sul-americanos (incluindo brasileiros); A União Européia deporta para proteger a mão de obra dos paises membros da Comunidade.

Seria hipocrisia não reconhecer que os EUA têm o mesmo direito de deportar e defender seu territorio da invasão extrangeira.

Possivelmente a Administração democrata considere daqui a alguns anos algumas mudanças nas leis para conceder a legalização de alguns setores que demandam trabalho temporário, como gesto humanitário, compatível com a generosidade americana. Os efeitos da imigração ilegal por trabalhadores profissionalmente desqualificados e socio-economicamente marginalizados em seus paises de origem são alarmantes para qualquer nação. No caso americano as estatísticas oficiais indicam que os maiores índices de violência e delinqüência aqui são causados por indocumentados, gangues a América Central e México, e quem paga a conta é a sociedade estadunidense, com enorme custo para os sistemas penitenciário e Judiciário.

A Sociedade americana e o Governo sabem dos riscos que poderiam decorrer da legalização de milhares, como ocorreu no Governo do Presidente Reagan. Pouco tempo depois outros milhares chegarão por aeroportos e fronteiras atraídos pelo sonho de uma futura legislação que os beneficiasse de igual forma e o problema só aumentaria. As agências governamentais pertinentes parecem saber que a cultura do imigrante de reduzida qualificação profissional não abriga políticas de planejamento familiar e de paternidade responsável. A pluralidade e a rotatividade de parceiros, que via de regra deixa mulheres com vários filhos de pais diferentes, aumenta a pressão social e o nível de delinqüência.

A Imigração ILEGAL é de fato um processo de ocupação territorial e domínio social de resultados previsíveis, sobre tudo indesejáveis. Mesmo quando casamentos estáveis, a família hispano-americana tem um número de filhos exagerados para os padrões da sociedade atual e esse excesso custará, como custa, muito ao bolso do contribuinte que planeja a família. Para cada filho da família americana tradicional haverá de três a quatro "latinos" a onerar a sua contribuição, ja que a Constituicao assegura cidadania aos nascidos em terriotorio americano sem importar o status dos pais, o que implica em fatias cada vez menores do bolo econômico num processo de empobrecimento gradativo e inexorável. De fato, a cultura de hoje inverte o princípio natural da seleção do mais capaz, do mais competente, do mais forte, porque a reprodução humana é bem maior nas camadas sociais menos qualificadas sob todos os aspectos.

Como não existe voto qualitativo nas Democracias, a imigração clandestina torna-se um enorme peso político e acabará por dominar a sociedade americana tradicional de dentro para fora, como fazem os muçulmanos na Europa.

Legalização é um privilégio disponível, uma concessão, (SI SE PUEDE) porém, pela via legal existente como fizeram de boa fé milhares de imigrantes que hoje ocupam importantes cargos publicos que vão desde governadores estaduais, chefes militares até membros da Suprema Corte de Justiça.
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