Home | Notícias | Imigração | Obama pede reforma migratória ampla durante celebrações de 4 de julho

Obama pede reforma migratória ampla durante celebrações de 4 de julho

Tamanho da fonte: Decrease font Enlarge font
image “É isso que precisamos, ou seja, o que o sucesso da América exige? Uma reforma migratória ampla”, disse Obama

O presidente democrata, que busca a reeleição em novembro desse ano, aproveitou a oportunidade para abordar sua recente ordem executiva

Na quarta-feira (4), o Presidente Barack Obama aproveitou a cerimônia do Dia da Independência dos EUA, durante a qual os imigrantes que servem nas Forças Armadas se naturalizam norte-americanos, para defender uma reforma no sistema migratório atual. Trajando uma gravata vermelha para a ocasião, na Casa Branca, o presidente democrata dirigiu-se a 12 militares nascidos no exterior que aproveitaram o programa que lhes oferece a cidadania em troca de seus serviços, publicou o diário The Chicago Tribune.

Obama, que busca a reeleição em novembro desse ano, aproveitou a oportunidade para abordar sua recente ordem executiva, que elimina a ameaça de deportação de milhares de imigrantes ilegais que chegaram aos EUA ainda na infância. A atitude influenciou os eleitores latinos, um colégio eleitoral que poderá influenciar a vitória do líder democrata em estados como Nevada e Colorado.

“Que forma perfeita para comemorar o aniversário da América, a maior democracia do mundo, com os nossos cidadãos mais recentes”, Obama disse ao grupo de militares e seus familiares, naturais de países como o México, Gana, Filipinas, Bolívia, Guatemala e Russia.

“Vocês trajaram o uniforme de um país que ainda não era inteiramente de vocês. Em tempo de guerra, alguns de vocês se expuseram ao perigo. Vocês demonstraram os valores que nós celebramos todo 4 de julho, ou seja, missão, responsabilidade e patriotismo”, disse Obama.

Os imigrantes devem entrar legalmente nos EUA para se alistarem nas Forças Armadas.

A questão migratória tornou-se um ponto base na disputa com candidato republicano, Mitt Romney, na conquista da Casa Branca em 6 de novembro. Romney, ex-governador de Massachusetts, defendeu o programa de “auto-deportação” para os imigrantes ilegais, uma proposta não muito bem aceita entre o eleitorado latino. Ele acusou Obama de estar politicamente motivado e que a sua ação ocorrida mês passado de emitir permissões de trabalho para os filhos de imigrantes ilegais, mas evitou comentar se a anularia caso fosse eleito presidente.

Obama mantém uma grande liderança com relação ao seu rival entre os latinos, embora muitos deles ainda estejam desapontados pelo fato de ele não ter realizado uma reforma migratória ampla no primeiro ano de seu mandato, como havia prometido.

“Assim como continuamos a ser uma nação de leis, devemos continuar a ser uma nação de imigrantes”, disse ele. “É por isso que demos um passo à frente e dissipamos a sombra da deportação, para que crianças que merecem e foram trazidas ilegalmente pelos seus pais e correm o risco da deportação”.

“É por isso que ainda precisamos do Dream Act: Para manter jovens talentosos que querem contribuir para nossa sociedade e servir o nosso país”, acrescentou Obama. “É isso que precisamos, ou seja, o que o sucesso da América exige? Uma reforma migratória ampla”.

  • email Enviar para um amigo
  • print Versão para impressão
  • Plain text Versão texto
Avaliar este artigo
5.00
Marcadores
Não existem marcadores para esta matéria
Publicidade
Publicidade