Falso agente de imigração é preso por explorar ilegais
Caso seja considerado culpado, Hillmar Ivan Jerez pode ser sentenciado a três anos de prisão e obrigado a pagar uma multa de US$ 250 mil
Promotores públicos federais de Salt Lake City, Utah, alegam que um indivíduo, fingindo ser agente de imigração, roubou milhares de dólares de imigrantes ilegais que sonhavam com a residência permanente. O falsário encontrava suas vítimas durante reuniões na igreja, segundo o diário Salt Lake Tribune.
Uma denúncia divulgada no início da semana, atesta que Hillmar Ivan Jerez, 37 anos, não fez nada para ajudar seus clientes e os ameaçou de deportação, caso eles questionassem por que seus casos não estavam sendo processados.
Segundo um agente do Departamento de Imigração – ICE, Jerez cobrava entre US$ 1.500 e US$ 5 mil por pessoa para efetuar processos de legalização. Ele dizia trabalhar numa filial do ICE em Murray (Utah), entretanto, atendia seus clientes na própria residência, para preencher formulários.
O réu, cujas vítimas conheciam como “Ivan”, conheceu alguns dos imigrantes através de amigos mútuos na Igreja de Jesus Cristo e dos Santos dos Últimos Dias (Mórmon) e disse a dois deles que sentia-se honrado por “cumprir a profecia” de ajudar no retorno de nativos da América Latina aos Estados Unidos, atestam documentos na Corte.
As autoridades relataram a experiência vivida por 5 imigrantes que pagaram Jerez ano passado para ajudá-los, incluindo aquele que o denunciou à polícia em janeiro desse ano. As vítimas disseram conhecer mais pessoas que foram lesadas.
O indivíduo que fez a denúncia disse que pagou a quantia de US$ 6.500 por uma aplicação para ajudar a ele e seus familiares, mas nunca recebeu um recibo porque Jerez disse-lhe que isso provocaria um atraso no processo. Na ocasião, o réu alegou que o dinheiro o permitiria pôr o caso na frente dos outros, agilizando o processo.
Uma mulher, identificada pelas iniciais Z.C., disse que, após preencher uns formulários na residência de Jerez, ele exigiu que a vítima tivesse relações sexuais com ele sob a ameaça de ter um dos seus filhos deportados, caso recusasse.
Z.C. disse que recebeu ligações telefônicas e mensagens “altamente hostís e agressivas” do réu no mês seguinte exigindo mais sexo e dinheiro para completar o processo de legalização. Ela acrescentou que Jerez tirou fotos de seu filho durante um espetáculo que ambos participaram.
Um engenheiro de software, identificado como M.J., alegou ter pago US$ 5 mil, mas não teve progresso em seu caso. Vários meses mais tarde, em dezembro do ano passado, Jerez pediu-lhe ajuda para o seu computador, quando M.J. fez uma cópia do seu hard drive. Mais tarde, em sua residência, M. J. descobriu arquivos com os títulos “Como Manipular as Pessoas”, “Livro de Mão do Terrorista/Como Fazer Uma Bomba”, “Como Matar Alguém e Não Ser Pego”, entre outros.
Caso seja considerado culpado, Jerez, que encontra-se detido, pode ser sentenciado a três anos de prisão e obrigado a pagar uma multa de US$ 250 mil, por fingir ser um oficial ou empregado do Governo dos EUA.



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